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Passo a passo para o preenchimento da declaração de vacinação contra Febre Aftosa e a Raiva

14 de Maio de 2019

A campanha de vacinação contra febre aftosa começou dia 01/05 em todo o território goiano. Nesta etapa todos os bovinos e bubalinos precisam ser imunizados, algo em torno de 22,6 milhões de cabeças. A venda de vacinas está liberada desde 30 de abril nas revendas licenciadas na Agrodefesa. A normas para a vacinação nesta etapa estão definidas na Portaria nº 103/2019 da Agrodefesa, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 4 de abril de 2019.

Um dos aspectos relevantes diz respeito às alterações introduzidas nesta etapa, que precisam ser observadas pelos pecuaristas. Será utilizada a vacina bivalente (ao invés da trivalente), considerando-se apenas os vírus tipo A e O. Também será reduzido o volume a ser aplicado, que passa de 5 ml para 2 ml. O prazo de vacinação vai até 31 de maio e os criadores precisam fazer a declaração de vacinação do rebanho até o dia 7 de junho de 2019, que é o quinto dia útil após a conclusão dos trabalhos de imunização.

O formulário de Declaração de Vacinação – Etapa maio estará disponível no site da Agrodefesa (www.agrodefesa.go.gov.br), e deverá ser entregue devidamente preenchido e assinado junto com a Nota Fiscal Eletrônica de aquisição das vacinas, sem rasuras, na Unidade Operacional Local da Agrodefesa ou em uma das unidades do Vapt-Vupt/Segplan que possuam atendimento da Agrodefesa do município onde se localiza a propriedade rural. A declaração pode ser feita também pela internet, por meio do link Declaração de Vacinação, diretamente no site www.agrodefesa.go.gov.br, até 7 de junho de 2019.

O palestrante trará dados numéricos, comprovando os custos e benefícios da reprodução precoce, além de compartilhar os métodos, programação e etapas do processo.

Disponibilizamos abaixo o passo a passo para o preenchimento da declaração de vacinação contra Febre Aftosa e a Raiva.

Reprodução Precoce é tema na IV EXPOPEC

14 de Maio de 2019

Reprodução Precoce é tema na IV EXPOPECA quarta edição da Expopec conta com a participação de especialistas, técnicos e profissionais da pecuária que compartilham seus conhecimentos com o produtor rural por meio de palestras. Dia 22 de março, pela manhã, acontece no Salão de Eventos (auditório) o Painel 1 – Circuito de palestras com a temática “Produção”.

Na oportunidade o administrador da Agropecuária Topgen, Rodrigo Segantine, instrui sobre “Reprodução Precoce”.

O palestrante trará dados numéricos, comprovando os custos e benefícios da reprodução precoce, além de compartilhar os métodos, programação e etapas do processo.

Segundo Rodrigo, o conteúdo da palestra é também embasado na vivência prática que hoje é aplicada na Agropecuária Topgen, em Amaralina-GO. “Nós vamos abordar os pontos chaves para o sucesso da reprodução precoce. E o produtor vendo se o processo é viável para sua realidade, tanto financeiramente como na prática, pode reproduzir o método em seu próprio negócio.”, diz.

Rodrigo Segantine é graduado em Administração, e atualmente é responsável pela unidade Agropecuária Topgen em Amaralina-GO que desde 2000 ingressou no programa de melhoramento genético Nelore Qualitas. Além disso, Rodrigo é Diretor Comercial da Emplastic e Diretor Comercial e Financeiro da WV Empreendimentos, empresas que compõem o Grupo Topgen.

Ficha Técnica

4ª Expopec

Data: 21 a 23 de março de 2019 (quinta a sábado)

Local: Parque de Exposições Agropecuárias ‘Hilton Monteiro da Rocha’

Site: www.expopec.com.br

14 de Maio de 2019

Programação da Expopec 2019

12 de Março de 2019

Para os três dias de evento estão previstas palestras e debates com especialistas, técnicos e pesquisadores do segmento de pecuária no Brasil, seguindo os tópicos de Produção, terminação da carcaça e comercialização. “Esse ano teremos treinamentos sobre o mercado futuro e comercialização. A novidade é a palestra com especialista em exportação de gado vivo, o que já é realidade no Brasil” afirma Carlos Garcia.

emas como “Reprodução”, “Exportação”, “Formação e manejo de pastagem” “Nutrição” “Criação de suínos, ovinos e avicultura” compõem os três dias de troca de conhecimento. O público também irá conferir demonstrações teóricas e práticas, como “Avaliação de Carcaça e Monitoramento de Abate”, “Uso de pulverizador motorizado”, “Vitrine da carne suína”. “Demonstrações gastronômicas” e muitas outras atrações que envolvem a cadeia produtiva.

Durante a EXPOPEC os produtores tem a oportunidade negócios em Leilão de Gado, aproveitar as facilidades oferecidas pelos expositores, além de conferir as inúmeras novidades do Shopping de Cavalos: provas equestres, vendas de produtos e coberturas e Especial Leilão Tropa EXPOPEC com animais de com alto padrão genético e com facilidades de pagamento.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Porangatu, a 4ª EXPOPEC abre as portas para projetos sociais com crianças. O Projeto-Escola Suinocultura Kids e a Equoterapia Sem Fronteiras abrilhantam a exposição trazendo a pecuária para perto do público infantil.

“Os impactos positivos da Expopec não se reduz somente aos três dias de exposição, aqui é o ponta pé inicial, um local onde o produtor recebe informação de qualidade, especializada no ramo produtivo de carne, conhece as novas tecnologias e começa a utilizá-las em sua produção, além de ter a oportunidade de fazer bons negócios, com menores taxas e facilidade de pagamento.”, reforça o presidente do sindicato.

Expopec 2019 Espera Movimentar Mais de R$ 70 Milhões Em Negócios

12 de Março de 2019

Reprodução Precoce é tema na IV EXPOPECA quarta edição da Expopec, o maior evento da pecuária no Centro-Oeste, tem a expectativa de receber mais de 8 mil pessoas e superar o volume de negócios gerados em 2018, quando foram registrados R$ 72 milhões.

O evento movimenta a economia da cidade como um todo. “No ano passado as expectativas foram superadas, chegando ao recorde de 72 milhões de reais em negócios gerados através da exposição. Tudo isso acarreta na geração de novos empregos, aumento de rendas e movimentação expressiva do comércio na cidade.”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Porangatu, Dr. Carlos Garcia.

IV Expopec que será realizado de 21 a 23 de março de 2019, no Parque de Exposição do Sindicato Rural de Porangatu, conta com exposição de equipamentos e tecnologias voltadas ao desenvolvimento da pecuária. Contribuindo com a melhoria do processo produtivo, a Expopec 2019 traz conhecimento através de palestras e demonstrações, além de atualizações tecnológicas e profissionais para atender às demandas dos produtores de carne.

O presidente da ACIAP (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Porangatu), Dr. Márcio Luís, enaltece a exposição “A Expopec é o maior evento da pecuária goiana e, sem dúvida alguma, isso movimento a nossa economia como um todo, principalmente no setor de serviços, como a rede hoteleira, restaurantes, bares... Nós, como representante da classe dos comerciantes, só temos a enaltecer e louvar essa iniciativa.”

A cidade e toda rede de serviços se prepara para receber a 4ª edição da EXPOPEC, “Nós estamos prontos para atender os turistas e os investidores que virão para esta feira maravilhosa.”, declara o presidente da ACIAP.

O prefeito de Porangatu, Pedro Fernandes, parceiro institucional do evento reforça o convite “Eu gostaria de convidar as pessoas para que viessem prestigiar a maior exposição de tecnologias voltadas ao desenvolvimento da pecuária, que é realizada anualmente aqui na nossa cidade. Estendo o convite aos nossos amigos prefeitos para estar conosco entre os dias 21 e 23 de março. Com certeza será uma oportunidade de muito conhecimento, experiências e crescimento na produtividade rural.”

Ficha Técnica

4ª Expopec

Data: 21 a 23 de março de 2019 (quinta a sábado)

Local: Parque de Exposições Agropecuárias ‘Hilton Monteiro da Rocha’

Site: www.expopec.com.br

Leilão Tropa Expopec

11 de Março de 2019

O Shopping de Cavalos, presente na IV edição da EXPOPEC, trará para esse ano mais de 60 equinos da mais alta qualidade e padrão genético para o Tradicional Leilão realizado no último dia da exposição.

Segundo a diretora do Sindicato Rural de Porangatu, Ana Amélia, responsável pelo Shopping de Cavalos, o Leilão Tropa Expopec contará com animais puros de origem, de 6 a 15 meses e de criadores selecionados. “Esse é um Leilão especial, uma grande novidade para Expopec. Animais selecionados, do mais alto padrão genético que serão ofertados em até 36 parcelas em condições de leilão.”, ressalta.

O Leilão Expopec acontece no dia 23 de março às 19 horas no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Porangatu.

Silagem é Muito Mais Que Quantidade, é Qualidade

11 de Março de 2019

O produtor precisa se preparar para alimentar o rebanho em épocas de seca. Para complementar a dieta animal, a silagem é de fundamental importância, pois é baseada em proteína e rica em energia. No processo de produção de silagem o milho e o sorgo são as principais fontes de matéria prima verde.

Durante a Expopec 2019 o Engenheiro Agrônomo Otávio Brigatini conduzirá a palestra “Produção de Silagem”, que acontecerá na quinta às 14 horas.

Tópicos como requisitos para qualidade da silagem, técnicas de produção de silagem de sorgo e milho e comparativos entre quantidade e qualidade, serão abordados durante a fala. “Na produção da silagem, o produtor deve estar preocupado com a qualidade e não somente com a quantidade. Assim, o objetivo é instruir como obter um bom volume de silagem com qualidade para nutrir o gado.”, afirma o palestrante.

Sobre o Palestrante

Reprodução Precoce é tema na IV EXPOPECOtávio Brigatini é agrônomo com doutoramento em genética e melhoramento de plantas. Tem vasta experiência na iniciativa privada desenvolvendo híbridos de milho e sorgo para grãos e também para silagem.

Provas Equestres Na Expopec 2019

8 de Março de 2019

Reprodução Precoce é tema na IV EXPOPECA quarta edição da Expopec vem com programação diversificada para atender a diferentes públicos. Durante a Exposição serão realizadas duas provas equestres: Laço em Dupla (Team Roping) e Provas dos Três Tambores.

As provas acontecem dia 23/03 no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Porangatu. Pela manhã, às 10h, Prova dos Três Tambores e no período da tarde, às 14h, a Prova Laço em Dupla.

Ambas as provas exigem agilidade, força, concentração e muito treino. “O melhor da Equideocultura do norte goiano está na IV EXPOPEC.”, afirma a diretora do Sindicato Rural de Porangatu, Ana Amélia Paulino.

Concorrendo à premiação em motos e em dinheiro, os participantes podem se inscrever conforme os regulamentos que seguem abaixo.

Regulamentos e Informações

8 de Março de 2019

Panfleto Leilão após vacina

Panfleto Leilão após vacina

Panfleto Leilão após vacina

Vacas produzem quase 20% a mais de embriões em áreas sombreadas

2 de Fevereiro de 2019

O resultado dessa pesquisa acaba de ser premiado na 32ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões, considerada o maior congresso de reprodução animal do país. O estudo foi apresentado pela doutoranda Amanda Prudêncio Lemes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal. O experimento foi desenvolvido no sistema ILPF (Integração Lavoura- Pecuária-Floresta) da fazenda Canchim, onde funciona a Embrapa Pecuária Sudeste. A competição para estudantes nas categorias “área aplicada” e “área básica” aconteceu de 16 a 18 de agosto em Florianópolis (SC).

Amanda foi orientada pela professora Lindsay Gimenes, da Unesp, e coorientada pelo pesquisador Alexandre Rossetto, da Embrapa. Os dois estiveram no congresso e acompanharam a premiação.

De acordo com Rossetto, o estudo indica que as vacas que vivem em pleno sol apresentaram taxa de produção de embriões de 36%. Já as que vivem em área sombreada tiveram um incremento nessa taxa, que chegou a 43%. Esse aumento de 7 pontos percentuais - equivalentes a quase 20% - representa um impacto significativo, segundo Rossetto, especialmente porque o experimento foi realizado em um sistema já ajustado e que apresenta boas taxas de produção de embriões.

O experimento foi feito com 18 vacas com bezerros ao pé mantidas no sistema ILPF da Embrapa durante o verão e o outono. Essas vacas pariram no sistema e, uma vez por mês, eram levadas ao curral para aspiração de folículos ovarianos, onde ficam os gametas. Esses gametas foram entregues a um laboratório particular em Cravinhos (SP), que produziu os embriões.

“A produção de embriões foi usada como medida da eficiência reprodutiva”, explicou Rossetto. Os resultados mostraram que o microclima mais favorável observado no sistema ILPF, com menor incidência de radiação solar sobre os animais, contribuiu para o aumento na produção de embriões.

São parceiros do projeto a Embrapa Pecuária Sudeste, Unesp de Jaboticabal, Universidade Federal Fluminense (UFF), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Universidade Federal do Pará (UFPA), Oregon State University (EUA), Laboratório Vitrogen (Cravinhos-SP) e GS Reprodução Animal.

Em outro estudo recente, a Embrapa Pecuária Sudeste já havia constatado que a criação de animais em sistemas integrados indicou que matrizes de corte que permanecem em área sombreada procuram menos os bebedouros. A frequência em busca de água chega a cair 19% em sistemas com árvores.

Inscrições para produtor rural no Caepf e no eSocial estão abertas

2 de Fevereiro de 2019

A inscrição para o produtor rural no Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) é obrigatória desde terça (15).

O CAEPF é o cadastro da Secretaria da Receita Federal do Brasil com informações das atividades econômicas exercidas pelo produtor e a inscrição deve ser realizada no Portal e-Cac, no site do órgão (http://www.receita.fazenda.gov.br).

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disponibiliza em seu site um tutorial para a inscrição no CAEPF (https://www.cnabrasil.org.br/paginas-especiais/portal-sindicato-forte).

Além disso, a Receita, responde, em endereço eletrônico, as 21 perguntas mais frequentes sobre o CAEPF (http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-de-atividades-economicas-da-pessoa-fisica-caepf/perguntas-e-respostas).

Outro instrumento obrigatório criado pelo Estado é o eSocial, que unifica a prestação das informações referentes à escrituração das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Todos os empregadores são obrigados a utilizar o eSocial. As pessoas jurídicas ingressaram no eSocial em 2018, com exceção dos optantes pelo Simples e das empresas sem fins lucrativos.

O prazo para os empregadores rurais pessoas físicas se cadastrarem no eSocial, por meio do número de inscrição no CAEPF, começou no dia 10 de janeiro.

Nesta primeira etapa do eSocial, o empregador rural pessoa física deve preencher os eventos relacionados a cadastro e tabelas, conforme disposto na Resolução do Comitê Diretivo do eSocial número 5, de outubro de 2018.

Para saber mais sobre o assunto basta acessar a cartilha sobre o eSocial no meio rural que está disponível no site CNA Brasil (www.cnabrasil.org.br/assets/arquivos/esocial_efd_reinf_meiorural.pdf), ou assistir ao vídeo no endereço da entidade (www.cnabrasil.org.br/paginas-especiais/entenda-o-esocial-e-a-efd-reinf-no-meio-rural).

Fonte: CNA

Novo superintendente do Senar Goiás comenta desafios para este ano

18 de Janeiro de 2019

O Senar Goiás faz parte do grupo de nove instituições que tem como meta a formação e qualificação do trabalhador. No caso do produtor rural inclui ainda assistência técnica. Instituições ligadas ao sistema S estimam que em caso de cortes, na verba destinada a manutenção serviços oferecidos, no mínimo de 1 milhão de estudantes ficariam sem opção de cursos de formação profissional e 18,4 mil funcionários das entidades perderiam o emprego.

“O SENAR Goiás, desenvolve e deixa sua marca qualificando e fazendo a formação profissional do trabalhador rural. Atendendo desde um pequeno produtor há um grande empresário da indústria e comercio”, explicou Dirceu Borges, novo superintendente do Senar Goiás.

O Sistema S surgiu na década de 1940 em São Paulo quando o governo não tinha forma de preparar a mão de obra. Uma parte das contribuições e tributos que as empresas pagam sobre a folha de pagamento é repassada para as entidades do Sistema S.

O dinheiro é usado para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Em 25 anos o Senar Goiás é referência nacional em programas e cursos. Leva assistência técnica em lugares que os órgãos públicos nem sempre chegam. Isso vale também para atendimento médico. Um é exemplo é o Campo Saúde levado para todas as regiões do estado. A melhora da qualidade de vida também é um dos focos com o incentivo ao desenvolvimento e a criação dos Centros de Equoterapia.

“Conseguimos passar a montanha e chegar ao produtor. O dinheiro que ele consegue com ampliação da renda por exemplo é gasto no próprio município, fortalecendo a economia da região “destaca Dirceu. Falando ainda em levar assistência em lugares de difícil acesso, graças ao Senar Goiás, a região de Cavalcante, um dos municípios mais antigos de Goiás, vai receber o Curso Técnico em Agronegócio - Rede e-TEC Brasil.

Assista a entrevista completa sobre o tema que foi ao ar no Agro Record do último domingo.

1º Leilão pós vacina

13 de Maio de 2017

Panfleto Leilão após vacina

Parabéns Mães!

13 de Maio de 2017

Cartão Mães

Faeg e Sindicatos Rurais buscam solução definitiva para o Funrural

5 de Maio de 2017

abre funruralNesta quarta-feira (03) uma mobilização histórica reuniu milhares de produtores rurais, líderes do setor e parlamentares de todo País, em audiência pública realizada no Senado Federal, em Brasília. O movimento tratou do passivo e sobre o futuro do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, participou da audiência pública e garantiu que o movimento não para e que é preciso buscar alternativas para não penalizar o produtor rural. “É legítimo tratarmos sobre este assunto, que tem tomado a pauta do setor rural. É por isso, que reforço meu apoio com nossa classe, para juntos buscarmos uma solução definitiva para todas dívidas do funrural”, destaca entusiasmado.

ronaldo e jose mario wenderson araujoDe acordo com Schreiner, o momento é de união de todas as entidades de classe e dos produtores rurais. “Precisamos nos unir cada vez mais e olhar para frente e juntos ronaldo e jose mario wenderson araujoencontrarmos a melhor saída. Nossa luta continua! Não vamos nos desmobilizar”, destaca. Ele acrescenta que, além de união, é preciso manter o equilíbrio em situações como essas. “Temos que olhar o todo, analisar todas as cadeias. Temos que trabalhar para fortalecer o produtor rural, através dos Sindicatos, Federações e mostrar que juntos somos fortes. Agradeço a presença e empenho de todos que estiveram aqui no Senado Federal”, ressalta.

Quem também compartilha do mesmo pensamento de José Mário é o senador Ronaldo Caiado, que na ocasião afirmou que o governo não pode penalizar o setor rural, com a cobrança retroativa do Funrural. Como alternativa, Caiado protocolou ontem um Projeto de Lei solicitando a remissão de todos os valores retroativos que podem chegar a um montante de R$ 20 bilhões. Ele questiona o momento em que o STF decidiu validar a cobrança do Funrural. O líder ainda criticou o governo por não apresentar nenhuma proposta que inviabilize a continuidade da atividade do produtor, profissional que tem impulsionado a economia do país, principalmente nos momentos de crise.

Classe Produtora

carlos wenderson araujoO produtor Carlos José Garcia veio de Porangatu para acompanhar a discussão. Segundo ele, a decisão do STF é contrária aos interesses do segmento e causa insegurança a classe produtora. “Se o Funrural for constitucional, é claro que devemos respeitar. É necessário que este recolhimento seja justo, porque este valor irá sobrecarregar bastante com o que pagamos”, sinaliza. Para ele, a discussão trazida para o Senado Federal foi válida, diante da possibilidade de extinguir a cobrança retroativa do tributo. “Queremos viver de maneira correta, mas antes queremos ser respeitados no que fazemos”, alerta o produtor.

Rogério Gomes, produtor de Jussara, relata que é importante que haja uma solução urgente sobre o Funrural, como a que o senador Ronaldo Caiado apresentou. “Desde 2010 este tributo não estava sendo cobrado, por isso, criou um débito muito grande. Como produtor afirmo que não temos condições de pagar estes valores retroativos e por isso, a luta continua. Precisamos urgentemente de uma solução”, sinaliza.

Texto: Juliana Barros/Foto: Wenderson Araújo
Fonte: Sistema Faeg - Notícias

 

Influenza Aviária

11 de Abril de 2017

influenza aviaria cna 01

O que é?

Focos de influenza aviária de alta patogenicidade foram registrados em diferentes países, com detecção do agente em espécies da avicultura industrial. Estes focos causaram morte ou sacrifício de milhões de aves, e expressivas perdas para a atividade avícola industrial no mundo. Clique e veja o mapa de focos da doença no mundo.

O contato com as aves silvestres é, portanto, um dos principais fatores determinantes dos surtos da doença em aves domésticas. Além da possibilidade da chegada do vírus ao território nacional (por meio de aves migratórias), outras formas de introdução e disseminação devem ser consideradas: movimentação internacional de aves de produção e de companhia, criações consorciadas de muitas espécies em um mesmo estabelecimento e o comércio de materiais genéticos, produtos e subprodutos avícolas. Turistas provenientes de áreas infectadas pelo vírus, por seus calçados e vestimentas podem funcionar como vetores mecânicos.

Frente a isto, aconselha-se que viajantes com destino a áreas afetadas pela doença evitem visitas a estabelecimentos avícolas em seu retorno ao Brasil, por pelo menos 15 dias. Para mais informações, clique aqui e acesse Plano de Contingência Federal.

Como se prevenir

Você sabia que o Brasil é o único país dentre os maiores produtores do mundo que nunca registrou Influenza Aviária em seu território? Para que o Brasil continue seguro é importante tomar alguns cuidados:

Saiba como agir caso identifique a doença em seu plantel
O rápido conhecimento pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) sobre o aparecimento de sinais clínicos sugestivos de influenza aviária, em qualquer estabelecimento avícola, tem importância decisiva no processo eficiente de contenção do agente e erradicação da doença.

Essa notificação deverá ser feita, preferencialmente, por meio de comunicação direta ao SVO, realizada através de: chamado originado do médico veterinário, proprietário, produtor e demais envolvidos com a atividade avícola; ou ainda pelas próprias autoridades sanitárias locais que trabalhem em abatedouros de aves, através da identificação de sinais ou lesões sugestivas, verificadas nas inspeções ante e post mortem.

A comunicação de suspeita sempre poderá ser feita: aos escritórios locais, regionais ou central dos Serviços Veterinários Estaduais, à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA), ou ainda diretamente ao MAPA, utilizando o serviço do telefone 0800 704 1995, que é um canal de comunicação gratuito, aberto à população. Para mais informações acesse Plano de Contingência Federal.

Orientações do Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA esclarece que, em função do aumento das notificações de ocorrências de focos de influenza aviária (IA) em diversos países do mundo, intensificou das medidas de vigilância epidemiológica e de prevenção desta doença, com destaque às ações detalhadas na Nota Técnica a seguir:

- Nota Técnica Nº 4/2017/DSA-SDA/SDA/MAPA (divulgada em 18/01/2017)

Campanha de prevenção:

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA em parceria com a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal estão em campanha de prevenção contra a Influenza Aviária. 

Clique para saber mais...

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46ª Exponorte

10 de Abril de 2017

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Prepare-se!!!

Vem aí o maior evento do Centro Norte Goiano
Com as melhores atrações

46ª Exponorte de Porangatu Goiás
De 18 a 27 de Agosto

Shows Confirmados:

Dia 19 de Agosto – Renan e Ray
24 de Agosto – Felipe Araújo
25 de Agosto – Matheus e Kauan
26 de Agosto – Trio Parada Dura

e muito mais!!!

Adquira o seu passaporte com valor promocional
No escritório do Sindicato Rural de Porangatu

Parcelado no Cartão de Crédito ou Boleto
Lotes Limitados!


46ª Exponorte De Porangatu Goiás
De 18 a 27 de Agosto de 2017

Você não pode ficar fora dessa!

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Realização: Sindicato Rural de Porangatu
Parceiro do Produtor

46exponorte shows confirmados

Escolha Rainha e Princesa 47ª Exponorte 2018

10 de Abril de 2017

Cartaz Escolha Rainha e Princesa 201847ª Exponorte 2018

Dia: 16/06/2018, sábado

Horário: 18h

Local: Tattersal do Sindicato Rural de Porangatu

Documentações necessárias:

- RG, CPF e Comprovante de Endereço (candidata);
- RG e CPF (pai, mãe ou responsável).

Clique para Download:

- Autorização do Pai, Mãe ou Responsável

- Ficha de Inscrição das Candidatas

- Regulamento Escolha da Rainha 2018


Informações: 62 3362 4246

Inscreva-se até 15/06/2018 no escritório do Sindicato Rural

Realização: Sindicato Rural de Porangatu - A Força do Agronegócio

Escolha Rainha e Princesa 45ªExponorte 2016 - Clique aqui

4 de Maio de 2016

escolha da rainha exponorte 2016Escolha da Rainha & Princesa

45ª Exponorte 2016

Dia: 21/05/2016, sábado

Horário: 16h

Local: Salão de Eventos do Sindicato Rural de Porangatu


Clique para Download:

- Autorização do Pai, Mãe ou Responsável

- Ficha de Inscrição das Candidatas

- Regulamento Escolha da Rainha 2016


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Informações: 62 3362 4246

Inscreva-se até 20/05/2016 no escritório do Sindicato Rural

Realização: Sindicato Rural de Porangatu

Restrições nos financiamentos do FCO 2016 serão retiradas

1 de Fevereiro de 2016

fotoGerência Técnica da Faeg

Nesta quinta-feira (28), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás), o Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE) e entidades ligadas ao setor, conseguiram retirar as restrições para a aquisição de matrizes ou reprodutores de genética bovina em Goiás, para daqui os próximos 8 dias. Já que a restrição consta na programação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para esse ano, já que havia restringido o custeio somente para animais que apresentassem certificados de registros emitidos pelas associações de criadores.

Preocupados com a situação, pecuaristas e produtores procuraram a Federação em busca de soluções e durante diálogos feitos com o CDE/FCO, juntamente com o Conselho Deliberativo de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Condel) e Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que a restrição será revogada. “Com essa retirada os produtores poderão novamente dar sequência no planejamento de sua atividade e nos seus investimentos, fazendo com que a agropecuária continue sendo o carro chefe da economia de Goiás”, destaca o gerente de assuntos técnicos e econômicos da Faeg, Edson Novais.

Registro

No estado, segundo Edson, existe um percentual pequeno de animais registrados. De mais de 2,4 milhões de vacas que foram ordenhadas em 2015, não foi possível chegar a apenas 1% dos animais registrados. “O que não quer dizer que não tenham uma boa genética. Eles só não seguiram os tramites para o registro. Além dos produtores que forem financiar os animais pelo FCO encontrarem dificuldades para adquirir animais já registrados, temos outros entraves que também inibirão os financiamentos e os investimentos desses produtores”, afirma.

Outra preocupação, diz respeito a estrutura das associações para atender toda a demanda no estado, na emissão de certificados das matrizes ou reprodutores que forem financiadas. Além disso, a certificação dos animais não certificados demanda tempo e recursos financeiros que podem inviabilizar o investimento devido aos elevados custos para os produtores rurais. “Assim, o produtor que já se encontra com dificuldades para equilibrar seu custo de produção com os baixos preços dos seus produtos, terá que rever seus investimentos e ou até adiá-los”, destaca.

O gerente alerta que o ideal é estimular e incentivar a evolução genética através de uma bonificação - com juros menores -, para aquele produtor que adquirisse os animais com certificados de registros. Por conta disso, a Faeg encaminhou um documento para o Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), solicitando intervenção junto ao Conselho Deliberativo de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Condel) e Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Por Nayara Pereira

FAEG/SENAR e Sindicato Rural de Porangatu em ação - Porangatu e região

30 de Janeiro de 2016

Convite faeg senar em acao porangatuFaeg Senar em Ação
O futuro se faz agora

O FAEG/SENAR em AÇÃO está chegando em Porangatu e região!

Dia: 30/01/2016 (sábado)
Horário: 08h às 14h
Local: Parque de Exposições do Sindicato Rural

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Atendimentos Médicos:
Clínica Geral
Dermatologia
Odontologia
Oftalmologia

Triagem:
Teste de Glicemia
Aferição de Pressão
Cálculo de IMC

Atendimento cidadania:
Cadastro de CPF
Emissão de Identidade (a partir de 15 anos)
Fotografia (apenas para quem solicitar RG)
Xerox
Corte de cabelo com equipe da Assistência Social

Exames:
PSA
Exame preventivo (papanicolau)

Demonstração de treinamentos:
Produção caseira de alimentos/derivados de leite
Produtos de higiene e limpeza
Biojóias

Participe com sua família e sua comunidade!

FAEG/SENAR e Sindicato Rural de Porangatu em ação - Capelinha São Sebastião

29 de Janeiro de 2016

Convite faeg senar em acao capelinhaFaeg Senar em Ação
O futuro se faz agora

O FAEG/SENAR em AÇÃO está chegando em Porangatu
Comunidade Capelinha São Sebastião

Dia: 29/01/2016 (sexta feira)
Horário: 08h às 14h
Local: Escola Municipal Reunida São Sebastião - GO 353

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Atendimentos Médicos:
Clínica Geral
Dermatologia
Odontologia
Oftalmologia

Triagem:
Teste de Glicemia
Aferição de Pressão
Cálculo de IMC

Atendimento cidadania:
Cadastro de CPF
Emissão de Identidade (a partir de 15 anos)
Fotografia (apenas para quem solicitar RG)
Xerox
Corte de cabelo com equipe da Assistência Social

Exames:
PSA
Exame preventivo (papanicolau)

Participe com sua família e sua comunidade!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

12 de Dezembro de 2015

natal 2015

O que é Mormo?

11 de Novembro de 2015

Mormo é uma doença grave causada por uma bactéria que afeta os cavalos, jumentos e mulas, podendo também acometer o homem. Atualmente ela está se espalhando pelo Brasil.

Leia mais no folheto abaixo:

MORMO 1MORMO 2

Baile Country 2015

7 de Agosto de 2015

OUTDOOR BAILE COUNTRY 2015

Dia: 15 de Agosto 2015
Horário: a partir das 22 horas

Local: Tattersal Do Sindicato Rural De Porangatu

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Mesas
Sócio: R$ 200,00
Não Sócio:R$ 250,00

(clique aqui para ver o Mapa das Mesas)

Ingressos Individuais
Sócio: R$ 60,00
Não Sócio: R$ 70,00

Reservas De Mesas

62 3362 4246 Ou No Escritório Do Sindicato

Banda Republic
Dj Jarson

Realização:

Sindicato Rural De Porangatu - Parceiro Do Produtor

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Encontro Municipal FAEG em Campo

20 de Março de 2015

enc munic faeg em campo 09Este encontro foi coordenado pela FAEG e Sindicato Rural de Porangatu. O sistema FAEG que é composto pela Federação da Agricultura, Senar- Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Instituto Inovar e Sindicato Rural, teve a honra de apresentar seu plano de ação, indicadores e metas, além de todo portfolio de serviços, treinamentos e programas, disponíveis para os produtores, trabalhadores e sociedade em geral.

Este evento foi o primeiro de outros que serão realizados, com o objetivo de apresentar as estratégias de ação do sistema FAEG, fortalecer as ações do Sindicato Rural além de coletar as percepções de cada município, sobre o que é mais relevante, ou mesmo, prioritário para o desenvolvimento do município.

Veja as fotos do Encontro em nossa Galeria de fotos.

Encontro Pecuária de Corte

11 de Março de 2015

pecuaria de corte 01Especialista se diz otimista em relação ao mercado pecuário

Apresentando uma expectativa positiva em relação ao mercado pecuário para 2015, Rodrigo Albuquerque apresentou dados que preveem um cenário de firmeza em função da baixa oferta de animais e da alta do dólar. “2015 é um ano de altos preços e riscos”, disse o palestrante, que é médico veterinário, especialista em mercado do boi gordo e analista de mercado. Até o próximo dia 20, Rodrigo roda o estado, passando por outros seis municípios, ministrando a palestra “Cenário Econômico e Perspectivas para a Pecuária de Corte” e orientando quem vive da atividade. Depois de passar pela Cidade de Goiás, na noite desta quarta-feira (11) foi a vez do município de Porangatu, que possui um rebanho de 353.50 cabeças de gado.

A palestra integra a programação dos Encontros Regionais de Pecuária de Corte, realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) em parceria com Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás, o Instituto Inovar e os respectivos Sindicatos Rurais (SRs). No caso de Porangatu, os produtores foram representados pelo presidente do SR do município, Gustavo Castro Dourado, que fez questão de elogiar a iniciativa e ratificar a importância de um pecuarista bem informado. Para o produtor Welington Ferreira, eventos que ressaltam a importância da pecuária de corte para a economia goiana fomentam o desenvolvimento de regiões fortes no setor de carne, como é o caso de Porangatu.

“Se tirarmos a pecuária de corte da economia, o Brasil já teria naufragado”, afirma José Mário Schreiner, presidente da Faeg.

Durante a noite, Rodrigo explicou que se 2014 foi denominado com o “ano da colheita”, 2015 pode ser denominado como o “ano do enigma” do boi.

Em novembro de 2010 a arroba foi comercializada a R$114,48 e em 2014 o preço chegou a R$145,48. Ele explicou ainda que as fortes altas do gado gordo vieram acompanhadas da valorização dos animais de reposição. Para 2015, Rodrigo imagina que haverá uma redução do número de vacas abatidas e que a oferta de reposição do rebanho só surtirá efeito em 2016.

Segundo o analista, o mercado está em desequilíbrio de preços ao longo da cadeia e há duas formas de conseguir se equilibrar: ou a carne sobe, ou o boi cai. “2015 é um ano de altos preços e riscos de acordo com a lei da inversa proporcionalidade risco/retorno. O conjunto clima, política e economia tem exercido cada vez mais pressão na demanda do mercado interno. Temos que nos preparar”.

Concordando com Rodrigo e dando boas vindas aos produtores, o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, destacou o comprometimento do SR de Porangatu e do interesse de quem vive da pecuária de corte no município. “Precisamos de gente interessada, que busque informações e tenha consciência de que aprender nunca é demais”. Schreiner fez questão de destacar a importância de eventos que discutam mercado e gestão. “Quando nós realizamos ciclos de palestras como este, em todo o estado de Goiás estamos, de uma certa forma, tentando proteger a economia goiana. Se tirarmos a pecuária de corte da economia, o Brasil já teria naufragado”.

pecuaria de corte 02Clóvis Rezende Filho considerou que a transferência de informação é uma forma de reconhecer quem se dedica à produção de carne.

O produtor Clóvis Rezende Filho acredita que, cada vez mais, os produtores precisam ser reconhecidos. “Uma das formas de reconhecer quem contribui tanto para economia é trazendo informação. Com isso abre-se cabeça dos produtores para importância da tecnologia, do planejamento e da gestão”.

Para comprovar o bem que a pecuária faz para a economia, Rodrigo Albuquerque apresentou um resumo da atividade no ano passado. Segundo dados, foi registrada uma alta constante (durante praticamente os 12 meses do ano), interrompida somente no período da Copa do Mundo, quando a oferta de gado parou de crescer. “Houve uma leve redução na oferta de arroba de fêmeas, o que foi positivo para preço do boi. Além disso, o recorde de preços da história foi quebrado”, explicou o analista.

Rodrigo destacou ainda que neste cenário, a adoção de tecnologia será cada vez mais rápida e acentuada, em velocidade jamais vista. Além disso, ele falou sobre o poder de compra do pecuarista em relação a quase todos os insumos, da maior valorização dos animais de qualidade e da tendência de aproveitamento pleno da carcaça. “Vem coisa boa por aí”, brincou.

Desafio

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, aproveitou a análise de mercado do boi para ressaltar a precariedade da situação econômica do país. “Temos acompanhado nos jornais a crise econômica e ficamos envergonhados, não é mesmo? Eu falo por mim, mas tenho certeza de que o desgosto é geral. Em contrapartida sinto um orgulho imenso por fazer parte de um dos únicos setores que fazem bem à economia: a agropecuária. Mesmo com essa maré de notícias ruins, nós temos conseguido fazer o Brasil continuar caminhando. Vocês são os produtores mais eficientes do mundo”, ressaltou.

O produtor Apuran Pereira, aponta a falta de união da classe como empecilho de uma eficiência ainda maior. “Eventos como o de hoje são a prova de que a união faz a força. Para que o pecuarista cresça ainda mais e gere mais lucro para a economia goiana, é preciso informação de qualidade e disposição para a mudança. “A gente precisa se qualificar e sonhar alto, mostrar para o estado a força da agropecuária”.

pecuaria de corte 03O produtor Apuran Pereira aponta a falta de união da classe como empecilho de uma eficiência ainda maior.

Com a intenção de mostrar toda essa força, o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, fez um desafio aos produtores: “Vou lançar aqui um desafio para o norte, para Porangatu. Assim como Goiatuba tem a Tecnocana, Morrinhos tem a Tecnoleite e Rio Verde tem a Tecnoshow, Porangatu precisa se organizar para ter a Tecnocarne. Assim, vamos poder discutir e trazer à tona questões no âmbito das pastagens e melhoria dos rebanhos. Já falei com o presidente da ABCZ e ele achou fantástico. Se vocês tiverem interesse, a Faeg estará de portas abertas para ajudar”.

pecuraria de corte 04“Se conseguirmos trazer a Tecnocarne para cá será fantástico. Com certeza vai qualificar muito a nossa região”, avaliou o produtor Natan Goiano.

O produtor Natan Goiano é enfático ao elogiar o desafio: “Porangatu hoje é conhecida como capital goiana do bezerro de qualidade e se conseguirmos trazer a Tecnocarne para cá será fantástico. Com certeza vai qualificar muito a nossa região”. Ele fez questão de destacar a importância do evento realizado pela Faeg. “Hoje a gente adquiriu não só o conhecimento, mas uma visão atual do mercado. O pecuarista precisa se unir para buscar cada vez mais informações. Isso faz toda diferença na hora de gerir a propriedade”.


Por Michelle Rabelo
Fotos: Larissa Melo
Fonte: sistemafaeg.com.br

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Eleições do Sindicato Rural de Porangatu

1 de Outubro de 2014

Baile Country 2014

30 de Julho de 2014

Outdoor Baile Country 2014Dia: 09 de Agosto, sábado
Horário: 22 horas
Local: Tattersal do Sindicato Rural

Reservas de mesa:
Escritório do Sindicato Rural
Fone: 62 3362 4246 - Vânia

Banda Marcantes e Dj Jarson

51º Leilão Especial - 06/06/14 - Sexta-Feira ás 12h

9 de Maio de 2014

Cartaz 51º Leilão EspecialSindicato Rural de Porangatu
Presidente: Dr. Carlos Garcia - Gestão: 2012/2014 - União, Força e Trabalho

 

Convida

 

51º Leilão Especial
Carga Fechada e Gado Apartado

 

 

06 de Junho - Sexta-feira ás 12h
Tattersal do Sindicato Rural

+ de 3.000 animais no recinto

 

Porangatu capital goiana do bezerro de qualidade

 

Informações:
Dr. Carlos Garcia - 62 9207 5942 - claro
Anderson - 62 9965 0772 - vivo
André - 62 9902 9355 - vivo / 62 8573 0102 - oi
Vânia - 62 3362 4246 / 62 9176 85 05 - oi

Dia de Campo em Uruaçu - 21/02/2014

20 de Fevereiro de 2014
Dia de campo em Uruaçu-21fev
 
O Sistema FAEG SENAR através de seu Presidente José Mário convida Vossa Senhoria para participar de um
 
Dia de Campo na fazenda Olho D'Água no dia 21 de fevereiro de 2014 às 9h00 no município de Uruaçu. 
 
Contamos com sua valiosa presença.

Em Goiás, seca gera prejuízo de R$ 1,3 bilhão a produtores de soja e alerta para safrinha

12 de Fevereiro de 2014

b 1024 768 0 00 images DSC 0503A diminuição de chuvas de grande proporção sofrida em Goiás desde o dia 15 de dezembro do ano passado já pode comprometer 15% da produção de soja do Estado, de acordo com estimativa da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). O percentual representa o déficit de 1,4 milhão de toneladas do grão e prejuízos de R$ 1,3 bilhão aos produtores.

O presidente da Faeg, José Mario Schreiner, esclareceu que a redução de 15% da produção de soja é uma estimativa, mas que o índice de perda da produção do grão já está consolidada em cerca de 6%. “Os custos da produção aumentaram e novas pragas, como a lagarta falsa-medideira, estão atacando lavouras e são ainda mais rigorosos na seca. Os produtores precisam agir com muita cautela no plantio da safrinha”, orientou o presidente. 

Com a colheita da soja iniciada a safrinha já está sendo plantada. Diante de um cenário de incertezas nos preços do milho e de falta de chuvas para iniciar o plantio, os produtores estão receosos, mesmo que ainda seja cedo para afirmar qual será o tamanho da área de safrinha plantada. 

Rosidalva Lopes, superintendente de Políticas e Programas da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectec), esclareceu que o fenômeno que deve gerar tantos prejuízos ao produtor goiano não se caracteriza mais como veranico, mas sim como seca meteorológica, pois ultrapassa dez dias sem chuva. “O produtor que pretende plantar a safrinha precisar providenciar reservatórios de água para irrigação e estar atento às condições meteorológicas”, aconselhou. 

DSC 0385

A superintendente informou ainda que os índices de chuva registrados nos meses de janeiro e fevereiro deste ano foram os mais atípicos desde a criação da estação de monitoramento da Sectec, há 13 anos. Choveu a metade do previsto para janeiro e a previsão é que as chuvas continuem abaixo da média nos meses de fevereiro e março.

Balanço

Goiás teve um bom início de safra com bom volume de chuvas até a metade do mês de dezembro. É importante salientar, entretanto, que está estiagem ocorreu em locais isolados, mesmo dentro de uma mesma região ou município.

Ocupando mais de 75% da área plantada no verão em Goiás, a soja foi a principal cultura prejudicada. O maior problema ocorre por esta falta de chuvas ter se dado no período de enchimento do grão, crucial para o desenvolvimento das plantas de soja. Isso resulta numa má formação de vagens e grãos, que são colhidos com menor peso. 

Este quadro de falta de precipitações é mais prejudicial nas lavouras com solo mais arenoso, que retém menor quantidade de água, agravando o problema da seca. Outras culturas como a do milho e feijão também têm sido afetadas, mas em menor grau, pois a área plantada é menor, onde é mais difícil avaliar os prejuízos até o momento.

Liminar derruba cobrança de taxas agropecuárias em Goiás

27 de Janeiro de 2014

b 1024 768 0 00 images noticias 2014 01 janeiro produtores-taxas-agrodefesaJustiça entende que cobrança de taxas agropecuárias fere Código Tributário Nacional

A 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual concedeu liminar que suspende a cobrança das taxas agropecuárias em Goiás instituídas e majoradas por Decreto no fim do ano passado. A liminar veio após a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) protocolar, na sexta-feira passada (17), mandado de segurança contra as taxas cobradas por serviços prestados pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O processo foi apresentado ao Fórum de Goiânia com argumentos de inconstitucionalidade e ilegalidade dos decretos que as criaram. 

A juíza Zilmene Gomide, que analisou o processo, entendeu que a cobrança das taxas fere o artigo 97 do Código Tributário Nacional e que elas colocam os produtores rurais em “risco de prejuízo irreparável ou de difícil reparação”. Os Decretos Estaduais nº 7.887/2013, nº 7.888/2013 e 7.956/2013 alteraram os valores cobrados para trânsito animal e para cadastros de áreas agrícolas no estado. Além de criar taxas para cadastros em áreas destinadas à cultura do algodão, tomate e cana-de-açúcar.

Ao receber a liminar, o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, ressaltou que nenhum produtor é contra o trabalho desempenhado pela Agrodefesa, pelo contrário, os produtores reconhecem a importância da defesa sanitária. Apesar disso, não aceitam a taxação arbitrária. Para ele, nem produtores rurais nem a sociedade em geral suportam tantas taxas e tributos.

“Estamos dialogando há bastante tempo e em 2013 fomos pegos de surpresa com os decretos. Não concordamos com as taxas propostas. Nas últimas semanas, os produtores começaram a ser multados e a decisão pelo mandado de segurança foi irremediável”, completou.

José Mário diz que as taxas não resolvem os problemas enfrentados pela agropecuária no estado e defende a criação de um fundo que também sirva para dar condições estruturais para que a defesa agropecuária de Goiás atue em sua plena capacidade.

Seminários de grãos discutem mercado agrícola

20 de Janeiro de 2014

b 1024 768 0 00 images noticias 2014 01 janeiro colheita-soja-gutiérisson-azidonOs produtores goianos já se preparam para o início da colheita da safra 2013/14, na próxima semana, momento em que a busca por informações de mercado também se intensifica.

Para auxiliar o produtor a decidir sobre a mais vantajosa forma de comercialização da produção, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e os Sindicatos Rurais dão início à edição 2014 dos Seminários Regionais de Comercialização e Mercado Agrícola.

A rodada de seminários terá início na próxima segunda-feira (20) e passará por seis regiões produtoras de grãos e fibras de Goiás (veja agenda abaixo). Este ano, o evento traz como palestrante o consultor em gerenciamento de riscos da FCStone, Gustavo Bezerra.

Engenheiro agrônomo, Bezerra fará panorama do mercado agrícola brasileiro e trará informações sobre o desempenho dos preços dos principais produtos agrícolas em nível internacional.

“O objetivo é mostrar aos produtores qual cenário os espera nesse momento de vender a safra e deixá-los mais preparados para executar suas negociações”, explica o presidente da Faeg, José Mário Schreiner.

Ele esclarece que os Seminários de Comercialização já são uma tradição e sempre realizados pouco antes dos produtores darem início à colheita, justamente para que as informações de mercado sejam as mais atuais.

As inscrições para os seminários são gratuitas e podem ser feitas no local do evento meia hora antes do início da palestra. Produtores de grãos de fibras, independente do porte, podem participar do evento.

FotoColheita de soja na região de Rio Verde - Foto: Gutiérisson Azidon

Fonte: http://sistemafaeg.com.br/noticias/9260-seminarios-de-comercializacao-de-graos-discutem-mercado-agricola

Agenda dos seminários regionais de grãos

São João D’Aliança e região

Data: 20/01/2014 (Segunda-feira) 

Horário: 19h30

Local: Câmara Municipal de São João d’Aliança

Cristalina e região

Data: 21/01/2014 (terça-feira) 

Horário: 19h30

Local: Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) de Cristalina

Goiatuba e região

Data: 22/01/2014 (quarta-feira) 

Horário: 19h30

Local: Sede do Sindicato Rural de Goiatuba (Rua Corumbá 615, Centro)

Caiapônia e região

Data: 23/01/2014 (quinta-feira) 

Horário: 19h30

Local: Clube Treze de Maio

Rio Verde e região

Data: 24/01/2014 (sexta-feira) 

Horário: 19h30

Local: Parque Agropecuário de Rio Verde, Salão Verde

Mineiros e região

Data: 27/01/2014 (segunda-feira) 

Horário: 19h30

Local: Parque Agropecuário de Mineiros, Tatersal

Falta de chuva preocupa produtores goianos

17 de Janeiro de 2014

b 1024 768 0 00 images noticias 2013 outubro Lavoura de soja2A chegada de 2014 evidenciou mais uma grande preocupação aos produtores rurais do estado de Goiás. Desde o final do ano passado as chuvas estão muito irregulares e várias regiões já enfrentam prejuízos com a estiagem. As perdas estimadas já chegam a 10% da produção de soja, evidenciando a gravidade da situação.

Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás mostra que o problema é maior nas regiões Sudoeste e Sul do estado. As chuvas vêm ocorrendo em manchas esparsas, mas em média as precipitações não ocorrem significativamente há 20 dias e os produtores já avaliam perdas no potencial produtivo das lavouras.

Em alguns casos mais graves, algumas propriedades próximas a Jataí já estão há 28 dias sem chuvas, com perdas drásticas já identificadas nestas lavouras.

Nas demais regiões do Estado, a ocorrência das chuvas também é de forma isolada e a situação é preocupante. Na estrada de ferro a estiagem já chega a 15 dias em algumas propriedades e os efeitos negativos já começam a aparecer. No Centro-Norte a falta de chuva chega a 10 dias nas regiões mais afetadas.

Este quadro de falta de precipitação é mais prejudicial na lavouras com solo mais arenoso, que retém menor quantidade de água, agravando o problema da seca. Outro problema que pode ser propiciado com esta situação é o aumento das populações de lagartas nos cultivos, inclusive a Helicoverpa armigera, problema que já vem impactando nos custos de produção e na produtividade.

Aliada a esta falta de chuvas, o forte calor que vêm ocorrendo neste período do ano, com inúmeros dias com temperaturas acima dos 35ᵒC, torna o problema ainda mais grave. Por estes fatores a safra ainda está indefinida, pois quase a totalidade das lavouras no estado ainda estão em fase de enchimento de grãos, fase crucial na definição do potencial produtivo dos cultivos, o que potencializa os danos causados pela estiagem.

A safra de verão que começou com grandes preocupações com os elevados custos de produção e os possíveis problemas fitossanitários esperados ganha mais um algoz. A seca já está sendo observada em todo o Estado de Goiás e seu potencial de dano é muito elevado, preocupando todos os produtores rurais.

Frente a isso até a comercialização da safra de grãos teve uma paralização, com forte redução nas negociações neste período frente a desconfiança dos agricultores quanto aos destinos dos preços no mercado e a possiblidade de quebra na produção.

Setor produtivo deve adotar precaução em 2014

17 de Janeiro de 2014

b 1024 768 0 00 images noticias artigos jose-mario-faegApesar de uma ligeira melhora no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para próximo de 2,2%, a economia brasileira fechará 2013 com um baixo desempenho. A balança comercial apresenta a pior condição dos últimos 10 anos, a inflação crescente, os investimentos públicos não avançam e a calamidade atinge toda a logística de movimentação da produção e a mobilidade urbana, comprometendo mais ainda o futuro do país. 

O Estado de Goiás, apoiado na produção agropecuária e na agroindústria, apresenta, em 2013, uma condição de sua econômica bem diferente da nacional. O crescimento do PIB goiano deve atingir 4%. O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola cresceu 4,98%, correspondente a uma produção física de grãos de 18,19 milhões de toneladas. 

Já as exportações do agronegócio cresceram 3,4% e atingiram US$ 5,9 bilhões, até novembro; o que corresponde a 90% do valor exportado pelo estado. No segmento das carnes (bovina, suína e de aves) o comportamento não foi diferente do agrícola, pois houve um incremento de produção em torno de 3,5%. 

Os principais impactos sofridos pelo setor, em 2013, foram a elevação dos custos de produção de 20% na soja e 12,4% no milho; a queda nos preços dos grãos, em torno de 6% e, as deficiências em logística. Ainda assim, foi um ano de consolidação de renda positiva ao produtor.

O ano de 2014 sinaliza que o setor produtivo da economia deve adotar os princípios da precaução e da percepção em suas ações, tendo em vista os indicadores previstos pelos analistas econômicos. 

Com um cenário de inflação em alta, provavelmente acima da meta de 4,5% e, com taxas de juros sendo utilizadas como instrumentos de controle da inflação teremos alta acentuada das mesmas, câmbio tendendo à estabilidade e, consequentemente, PIB em queda. Para o segmento da pecuária a tendência de preços é de estabilidade, mas com custos crescentes, o que deve diminuir a renda do setor. Ainda assim, a produção deve crescer em torno de 3%.

Diante deste cenário, as boas oportunidades na economia não serão muito frequentes. Daí a necessidade de muita percepção para detectar alguns bons momentos e oportunidades que o cenário econômico pode oferecer ao longo do ano de 2014. 

Muitos desafios estão pela frente e a maioria dos gargalos só terá solução em mais alguns anos, caso as ações se iniciem imediatamente e não sofram interrupções constantes. Os principais desafios são a implantação de uma logística que reduza em cerca de US$ 26 por tonelada no custo até o porto, amplie a capacidade armazenadora em nível de propriedade, para que o produtor aumente sua rentabilidade na comercialização de sua produção e aumente o volume de recursos para subvenção do seguro.

Faz-se necessário o avanço da irrigação, aproveitando as condições do clima e a oferta de água para elevar a produtividade, aumentar a produção e a renda por unidade de área, bem como a diversificação de produtos, principalmente, com maior valor agregado como frutas e hortaliças. Mas, para que isto ocorra, é preciso melhorar a distribuição de energia elétrica.

Também é de extrema urgência a mudança da estrutura social no meio rural, alterando a capacidade de produção dos pequenos produtores, capacitando mão de obra e oferecendo recursos modernos de produção para alavancar milhares de produtores que estão nas classes sociais D/E para rendas mais elevada.

Os desafios são muitos, mas a agropecuária é dinâmica e tem ampla capacidade de absorver novas tecnologias, gerando um nível de competitividade suficiente para transpor muitas barreiras.

*José Mário Schreiner é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) presidencia@faeg.com.br

Faeg protocola mandado contra taxas da Agrodefesa

17 de Janeiro de 2014

jose-mario-taxas-agrodefesaA Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) protocolou, nesta sexta-feira (17), Mandado de Segurança contra as taxas cobradas por serviços prestados pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

O processo foi apresentado ao Fórum de Goiânia com argumentos de inconstitucionalidade e ilegalidade dos decretos que as criaram. Produtores rurais das principais regiões produtoras do Estado acompanharam o presidente da Faeg. José Mário Schreiner. 

José Mário ressaltou que nenhum produtor é contra o trabalho desempenhado pela Agrodefesa, e que, pelo contrário, reconhecem a importância da Defesa Sanitária. Apesar disso, não aceitaram a taxação pura e simples.

“Estamos dialogando há bastante tempo e em 2013 fomos pegos de surpresa com os decretos. Podemos dialogar e isso não quer dizer que concordamos. Este assunto foi levado ao governador várias vezes e ficamos de conversar sobre uma solução”, completou.

O problema maior é que, agora, os produtores começaram a ser autuados e notificados. Sendo assim, a Faeg determinou que não esperaria mais e decidiu pelo Mandado de Segurança. “Este é nosso presente pelos 100 bilhões de dólares na balança comercial, somente do agro?”, questionou o presidente.

“A Faeg dialoga com o governo, mas somos empregados dos produtores rurais. Estamos aqui, porque eles acreditam na Faeg e é o Poder Judiciário que vai dizer se teremos de pagar ou não. Não vamos contra o governo ou contra ninguém, vamos a favor dos nossos direitos”, finalizou. 

Produtores não aceitam taxas

Ricardo Yano, presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) também se reuniu com os produtores nesta manhã e parabenizou a Faeg pela iniciativa. “Ninguém é contra Agrodefesa, mas precisamos de suporte.

Não temos estradas, não temos energia confiável e ainda temos que arcar com estas taxas. Na soja, por exemplo, chegamos a concorrer com os Estados Unidos, porque pagamos pelo transporte três vezes mais que no exterior. É muito difícil enfrentar esta situação”, pontuou. 

Manoel Caixeta, presidente do Sindicato Rural de Silvânia e também produtor de soja e sorgo mostrou insatisfação. “Esta taxa veio de maneira irregular, imposta goela abaixo aos produtores e pecuaristas, feita em gabinetes fechados.

Para se ter uma ideia, a Agrodefesa pede que, 15 dias após o plantio, cada produtor faça a medição da área e informe para poder ser cobrado por isso. Não tiveram, sequer, o trabalho de fazer a medição”, disse. 

Presidente do Sindicato Rural de Jataí, Ricardo Peres afirma que as taxas foram criadas, mas o decreto não informa o destino da receita. “O dinheiro arrecadado seria destinado à manutenção da Agência. O problema é que a Agência não é dos produtores, precisa ser mantida pelo governo. Este não é um problema nosso”, completou. 

Em Piracanjuba, região tradicionalmente conhecida pela produção de leite, produtores rurais já começaram a ser autuados. “Um desestímulo à atividade. Também estamos enfrentando dificuldades nas áreas de grãos. A agricultura começou a ganhar força agora na região e o produtor tem de enfrentar um decreto de taxações”, lamenta o produtor rural e presidente do Sindicato Rural do Município, Eduardo Iwasse.

Presidente da Aprosoja Goiás, Bartolomeu Braz recorda os demais problemas que já afetam os produtores na atualidade, assim como o aumento do custo de produção. Entre eles, o aumento do ICMS do Diesel e as pragas: lagarta helicoverpa armigera, lagarta falsa medideira e a ferrugem.

“Além de tudo isso, ainda temos que pagar taxas da Agrodefesa? Não estamos pagando por uma assistência técnica ou por melhorias, mas apenas para manutenção de um órgão público”, conclui. 

Entenda o caso

Em pauta na Assembleia Legislativa desde 2011, o projeto de aumento das taxas foi retirado de pauta em dezembro de 2012, após intensas manifestações do setor. A previsão era de aumentos que superariam 200%. Com a ausência do projeto na Câmara, a Agrodefesa retomou a discussão quando os valores voltaram a ser cobrados, desta vez, em forma de decreto, em maio e agosto de 2013. 

No total, três decretos da Agência preveem pagamentos de taxas para pecuária de corte, vegetais e outros plantios. Para o abate, por exemplo, a taxa por cabeça subiu de R$ 0,50 para R$ 1,25, um aumento de 150%. Na soja, os valores previstos são de R$ 50 para até 100 hectares de plantação e, acima desta área, acréscimo de R$ 0,50 por hectare. 

Em 2013, começando por Rio Verde, produtores decidiram não realizar o cadastro pela internet e, desta forma, não se submeter ao pagamento das taxas. Entre os municípios que aderiram ao movimento estão Cabeceiras, Jataí, Vicentinópolis e Palmeiras de Goiás. 

José Mário é reeleito com 96% dos votos válidos

31 de Outubro de 2013

b 300 0 16777215 00 images noticias 2013 outubro EleiçõesCom 96% dos votos válidos, José Mário Schreiner foi reeleito, nesta quarta-feira (30) como presidente da Faeg pelo Triênio 2013/2016. Entre as metas da nova gestão: educação e qualificação profissional; políticas de garantia de redução de custos e riscos para a agricultura brasileira (crédito, seguro e instrumentos de comercialização); programas de educação, saúde e cidadania; sustentabilidade ambiental e incentivo à autorregulação do setor. 

Após a contabilização dos votos, o presidente agradeceu pela participação e confiança no trabalho da próxima diretoria. Apesar de ter sido uma chapa única, ele ressaltou que a chapa foi construída com a união de ideias distintas, em prol de um mesmo objetivo. “Temos uma nova diretoria e uma nova gestão, longe de comodismos para enfrentar os inúmeros desafios. Confiamos em quem representamos e essa é a responsabilidade que enxergamos. Nosso objetivo é prestigiar todas as regiões do Estado e fazer um trabalho responsável”, completou. 

José Mário acrescentou ainda que tem muito orgulho de representar o setor e que, com certeza, a Federação de Goiás é uma das mais representativas do país. “A Faeg é respeitada pelas ações que desenvolve, não por grandeza ou vaidade. Vejo este resultado com humildade e acredito que a responsabilidade é ainda maior. Precisamos caminhar juntos e desafios maiores virão”.  

José Roberto Brucceli, conselheiro representante do Sindicato Rural de Rio Verde acredita que José Mário está maduro para um próxima gestão e se mostra satisfeito com as conquistas do setor. “O que temos de mais importante para a agropecuária hoje é o conhecimento, a qualificação da mão de obra. Os serviços oferecidos atualmente pela parceria entre Faeg e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) suprem nossa maior demanda”, explica. 

Para o conselheiro, o investimento no associado é o que há de mais importante, seja na gestão do produtor ou na qualificação do funcionário. “O investimento precisa ser na base e, junto, conseguimos mudar muitas coisas. Tenho certeza de que o José Mário está apto para comandar mais este projeto”, pontua. 

“O que a Federação precisa é de liderança e isso nós temos. Entrei no meio da gestão, mas fiquei muito satisfeito com o desempenho. A Faeg e o Senar é o melhor casamento para o setor e a administração de uma está diretamente relacionado ao da outra. Precisamos dos treinamentos do Senar e do trabalho da Faeg que gera conquistas para toda a sociedade. Acredito nesta chapa”, afirmou o presidente do Sindicato Rural de Cezarina, João Batista Franco. 

 

b 300 0 16777215 00 images noticias 2013 outubro José MárioPresidente: José Mário Schreiner

Nascimento:08/02/1961

Natural de Porto União (SC) está em Goiás desde 1981.

Produtor rural de cereais e algodão nos municípios de Mineiros, Portelândia e Perolândia, José Mário, que hoje também é vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), tem uma longa história frente a entidades ligadas ao setor agropecuário em Goiás.

Iniciou sua trajetória de representação do segmento ao integrar a diretoria do Sindicato Rural de Mineiros. Foi vice-presidente da Cooperativa Mista Agropecuária do Vale do Araguaia (COMIVA) e presidente da Associação dos Produtores de Grãos de Mineiros (APGM).

No período de 2003 a 2006, assumiu a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. E, em 2007, chegou à presidência da Agência Goiana de Desenvolvimento Rural (Agenciarural), atual Emater. Desde 2001, faz parte da diretoria executiva da Faeg e assumiu a presidência da entidade e do Senar Goiás em 2008.

Escrito por Catherine Moraes

 

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Produtores rurais de Goiás poderão contar em breve com os serviços do CNA Card

20 de Novembro de 2012

foto 16Os produtores rurais do Estado de Goiás poderão contar em breve com a comodidade dos serviços do CNA Card. Está em funcionamento, há duas semanas, em caráter experimental, a integração das bases de dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que permitirá aos produtores rurais usufruir das facilidades que o Cartão do Produtor oferece na hora de solicitar e imprimir documentos como a guia de trânsito animal (GTA), a permissão de trânsito vegetal (PTV), notas fiscais pela internet, entre outros. Com o CNA Card, os produtores também terão acesso a convênios com descontos em compras e serviços, eventos do setor agropecuário, cursos, treinamentos e outros benefícios. Os próximos Estados que deverão implementar o sistema são Tocantins, Bahia, Pará e Minas Gerais.

"O cartão vai facilitar a vida dos agricultores, permitindo que eles economizem dinheiro, ganhem tempo e possam gerenciar melhor suas propriedades", afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu. O cartão nº 1 foi entregue pela senadora à presidente da República, Dilma Rousseff, em junho, na cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, no Palácio do Planalto. Já o primeiro usuário dos serviços do CNA Card foi o produtor rural Augusto Gonçalves Martins, do município goiano de Rio Verde. Ele emitiu uma GTA, no último dia 17, para transportar 14 bovinos a uma feira de exposição agropecuária em Porangatu, onde os animais seriam expostos.

Todas as operações realizadas com o Cartão do Produtor poderão ser feitas eletronicamente, sem que os produtores rurais precisem se deslocar de suas propriedades. As solicitações de documentos podem ser feitas via computador, smartphones, tablets, terminais móveis eletrônicos ou qualquer outro dispositivo. A solicitação será autenticada e direcionada por uma central, que encaminhará os dados para as agências de defesa e as Secretarias de Fazendas, que emitirão as guias ou liberarão os pagamentos, dependendo do tipo de tipo de serviço solicitado. No caso de pagamentos, após a confirmação, o sistema libera o documento para impressão. Para facilitar o acesso dos produtores aos serviços oferecidos. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR oferecerá treinamento aos multiplicadores que trabalham nos Estados.

Segundo a presidente da CNA, o cartão vai garantir a melhora da gestão e análise de risco das propriedades rurais. O produtor terá acesso aos sistemas de controle dos processos produtivos e vacinas e de rastreabilidade. Facilitará, também, a contratação do seguro rural, afirmou. A base de dados do CNA Card está integrada com a base de dados única da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Dessa forma, o cartão também dará acesso aos programas de Certificação Sisbov, Automação dos Processos de Manejo, Gestão em Tempo Real e Geoprocessamento. A partir do sistema, será possível, ainda, acompanhar os dados do Programa PeseBem, desenvolvido em alguns Estados com o objetivo de garantir ao pecuarista a checagem do peso dos animais vendidos aos frigoríficos.

Decreto com vetos de Dilma à MP do Código Florestal é publicado

18 de Outubro de 2012

Presidente fez nove vetos à Medida Provisória aprovada no Congresso. Dilma vetou benefícios a grandes produtores e recomposição de frutíferas.

 

 

O decreto presidencial que altera a medida provisória aprovada pelo Congresso, que muda o texto do novo Código Florestal, foi publicado na manhã desta quinta-feira (18) no “Diário Oficial da União”.

O governo anunciou nesta quarta-feira (17) que realizaria suspensões ao texto aprovado pelos senadores em setembro. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, as modificações foram fundamentadas em três princípios: “Não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a inclusão social no campo em torno dos pequenos proprietários”, disse.

Dilma vetou o artigo 83 e fez vetos parciais nos artigos 4º, 15º, 35º, 59º, 61º-A e 61º-B. O decreto esclarece ainda como vai funcionar o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e estabeleceu normas aos Programas de Regularização Ambiental (PRA).

No artigo 4º, a presidente vetou o nono parágrafo, que não considerava Área de Proteção Permanente (APP) em zonas rurais ou urbanas a várzea fora dos limites previstos pelo artigo. De acordo com a publicação, a leitura do texto “pode provocar dúvidas sobre o alcance do dispositivo, podendo gerar controvérsia jurídica”.

 

O inciso II do parágrafo 4º do artigo 15º também foi vetado pela presidência. O texto que veio da comissão mista do Congresso dispensava da recomposição de APPs proprietários rurais que tivessem 50% de Reserva Legal em sua propriedade, porém incluía áreas de florestas e outras formas de vegetação nativa ali presentes para alcançar este total.

 

Foi vetado também o primeiro parágrafo do artigo 35º, que permite o plantio ou reflorestamento de espécies florestais nativas, exóticas ou frutíferas. Segundo o veto, o texto aprovado dá interpretação de que passaria a ser exigido o controle de origem do plantio de espécies frutíferas por órgãos ambientais, já que o objetivo é fiscalizar espécies florestais.

 

A presidente também suspendeu o parágrafo sexto do artigo 59º, sobre a implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O veto refere-se à imposição de prazo de 20 dias após a adesão do proprietário rural ao PRA para que eles promovam a regularização ambiental. Segundo a justificativa, os prazos deverão ter uma regulamentação específica.

 


COMO VAI FUNCIONAR A RECOMPOSIÇÃO

 

Tamanho da
propriedade

 

 

Recomposição
a partir da margem

% do imóvel
a ser reflorestado para quem tinha plantação na APP até
julho/2008

0 a 1 módulo

5 metros para qualquer largura de rio

10%

1 a 2 módulos

8 metros para qualquer largura de rio

10%

2 a 4 módulos

15 metros para qualquer largura de rio

20%

4 a 10 módulos

20 metros para rios de até 10 metros de largura

--

+ de 4 módulos

30 a 100 metros para qualquer largura de rio

--

 

Escadinha
Sobre o artigo 61-A, que trata da recomposição florestal continuidade de atividades agrícolas em APPs, mais conhecida como a escadinha, Dilma vetou a versão aprovada pela comissão especial – e depois pelo plenário da Câmara – que prevê nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais com cursos de água de até 10 metros de largura, a recomposição de mata ciliar de 15 metros.

 

Volta a valer a redação original da medida provisória enviada pelo governo, que era mais rígida e determinava recomposição de 20 metros em propriedades de 4 a 10 módulos.

 

Além disso, veta a possibilidade de plantio de árvores frutíferas em áreas de reflorestamento, alegando que a autorização indiscriminada de frutíferas pode comprometer a biodiversidade das APPs.

 

Margem de rios
O parágrafo 18 do artigo 61-A, que determinava que rios intermitentes (cujo curso tem água apenas em determinado período do ano) de até 2 metros deveriam ter recuperação de 5 metros para qualquer tamanho de propriedade, também foi vetado.

A presidente afirma que a redução excessiva do limite mínimo de proteção ambiental “inviabiliza a sustentabilidade ambiental no meio rural” e alega falta de informações detalhadas sobre a situação dos rios intermitentes.

 

No artigo 61-B, que aborda a exigência de reflorestamento aos proprietários rurais, Dilma vetou o inciso III, que permitia ao proprietário reflorestar apenas 25% da área total do imóvel aqueles que detinham propriedades com área superior a 4 e até dez módulos fiscais.

 

O decreto afirma que a proposta desrespeita o equilíbrio entre o tamanho da propriedade e a faixa de recomposição estabelecida no texto original, que criava um benefício exclusivo para imóveis rurais de até quatro módulos fiscais.

Pontos vetados e não contemplados no decreto poderão ser tratados por meio de outros instrumentos, como atos do Ministério do Meio Ambiente, segundo a ministra Izabella Teixeira.

Cadastro Ambiental
O decreto presidencial ainda explica as regras principais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O CAR é o registro eletrônico obrigatório que vai concentrar informações sobre todos os imóveis rurais – incluindo a medição da área de propriedades com uso de imagens de satélite. O objetivo será conter possíveis desmatamentos em áreas de preservação e planejar seu desenvolvimento.  Já o PRA é o compromisso firmado pelo proprietário rural para manter, recompor e recuperar áreas de preservação permanentes, de Reserva Legal e de uso restrito do imóvel rural.

 

Entre os pontos principais do CAR, fica criado um sistema nacional que vai cadastrar e controlar as informações e promover o planejamento ambiental e econômico do uso do solo. Ele será obrigatório a todos imóveis rurais do país. A inscrição da propriedade no cadastro deverá ser feita em um órgão ambiental estadual ou municipal um ano após sua implantação. O órgão ambiental poderá fazer vistorias de campo para comprovar as medições

 

Multas suspensas por um ano
O Programa de Regularização Ambiental do governo suspende por um ano a aplicação de sanções a proprietários rurais que desmataram APPs antes de 22 de julho de 2008, desde que eles apresentem planos de recuperação das áreas degradadas.
Segundo o decreto, após a inclusão do imóvel rural no CAR, o proprietário tem que firmar um termo de compromisso em que se compromete a regularizar sua situação no prazo de 12 meses.

 

As regras de recomposição são aquelas aprovadas no Código Florestal, nos artigos que tratam sobre o tamanho dos módulos fiscais e recuperação de margens de rios. Para propriedades de até um módulo - o tamanho de cada módulo varia por estado -, serão 5 metros de recomposição a partir da margem. Para propriedades de um a dois módulos, a recomposição é de 8 metros.

Os imóveis de dois a quatro módulos terão de recompor 15 metros. Acima de quatro módulos, a recuperação deve ser entre 20 metros e 100 metros. Para quem tinha até quatro módulos fiscais e desenvolvia atividades agrícolas nas áreas consolidadas de APP, é exigida a recomposição de até 10% do total do imóvel com até dois módulos e 20% para imóveis de dois a quatro módulos.

Para ler mais notícias do Globo Natureza, clique em g1.globo.com/natureza.

 

Agenda de desenvolvimento municipal

3 de Outubro de 2012

41ª Exponorte Porangatu

21 de Maio de 2012

Um Código Florestal para o Brasil

14 de Maio de 2012

Kátia Abreu*
Sábado, 12/05/12
Feijão e arroz interessam a todos, assim como água limpa e ar puro (Rolf Kuntz, 08/05/2012, no site Observatório da Imprensa). Mas esses dois lados não recebem o mesmo peso nas avaliações dos formadores de opinião. Predomina o enfoque da preservação ambiental em detrimento da produção de alimentos.

A proteção do meio ambiente é, hoje, uma preocupação de todos os seres humanos e vemos com alívio que governos, empresas e consumidores estão mais conscientes de que os recursos da terra devem ser explorados de modo sustentável. No Brasil rural não é diferente, basta olhar os índices cada vez menores de desmatamento e o desenvolvimento de técnicas avançadas como a agricultura de baixo carbono.

No entanto, também é importante que os países produzam mais alimentos para um mundo desigual, onde atualmente 900 milhões de pessoas passam fome, segundo dados da FAO. Lamentavelmente, essa triste realidade não é considerada pela utopia ambientalista, que tenta separar o inseparável, como se possível fosse discutir meio ambiente sem considerar o econômico e o social.

Será que é racional abrir mão de 33 milhões de hectares da área de produção de alimentos, que representam quase 14% da área de plantada, para aumentar em apenas 3,8 pontos percentuais a área de vegetação nativa do País? Esta troca não me parece justa com os brasileiros, pois corremos um alto risco de aumento no preço dos alimentos sem um ganho equivalente na preservação ambiental.

Reduzir 33 milhões de hectares nas áreas de produção agropecuária significa anular, todos os anos, cerca de R$ 130 bilhões do PIB do setor. Para que se tenha uma noção do que representam 33 milhões de hectares, toda a produção de grãos do País ocupa 49 milhões de hectares.


O Código Florestal não foi construído para agradar produtores ou ambientalistas e, sim, para fazer bem ao Brasil. Agora, está nas mãos da nossa presidente, a quem cabe decidir, imune a pressões, o que é melhor para sermos um país rico, um país sem miséria, que é a grande meta da sua gestão.

A utopia ambientalista, no entanto, não respeita a democracia política, muito menos a economia de mercado. Há líderes do movimento verde que pregam abertamente um estado centralizado, com poderes para determinar a destinação dos recursos, da produção e até mesmo do consumo. Nesse tipo de sociedade autoritária, não há lugar para a liberdade e para as escolhas individuais. Salvam a natureza e reduzem a vida humana à mera questão da sobrevivência física.

Mas slogans fáceis e espetáculos midiáticos não podem ofuscar a eficiência da agropecuária verde-amarela. O Ministério da Agricultura acaba de divulgar os dados do primeiro quadrimestre de 2012. Exportamos U$ 26 bilhões, gerando um superávit de U$ 20,8 bilhões. Nunca é demais lembrar que o agro exporta apenas 30% de tudo o que produz. E para isso, utiliza apenas 27,7% do território, preservando 61% com vegetação nativa. Qual país do mundo pode ostentar uma relação tão generosa entre produção e preservação?

Os ambientalistas, em sua impressionante miopia, ainda cobram que a agropecuária deve elevar a produtividade. Nos últimos 30 anos, com apenas 36% a mais de área, a produção de grãos cresceu 238%! Eles não consideram que os índices brasileiros já são elevados e que aumentos são incrementais. Exigem maior produção em menor área, mas condenam sistematicamente as plantas transgênicas, o uso de fertilizantes químicos e de defensivos contra pragas e doenças, pregando a volta dos velhos métodos tradicionais herdados de nossos avós.

É fundamental que o novo Código Florestal garanta segurança para que o País continue produzindo o melhor e mais barato alimento do planeta. É inaceitável que o Brasil abra mão da sua capacidade produtiva, deixando de contribuir plenamente para a redução da pobreza, já tendo a maior área de preservação do mundo.

*Kátia Abreu, 50, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.

Fórum do Setor Produtivo: produtores reclamam da concentração de frigoríficos em GO

11 de Maio de 2012

forum do setor produtivoUm dos assuntos discutidos nesta terça-feira, 8, durante o sexto encontro do Fórum da Produção do Centro-Oeste, na sede da Faeg, foi a concentração de plantas frigoríficas e a falta de valorização da carne bovina brasileira. O evento reuniu as federações da agricultura, comércio e indústria da região que se reúnem periodicamente para integrar as entidades representativas dos principais setores econômicos, para ampliar o desenvolvimento do Centro-Oeste.

A preocupação dos produtores e empresários é com a concentração da indústria frigorífica nas mãos de poucos e, principalmente, as novas aquisições feitas por grandes grupos, que atacam a concorrência, o que já vem causando desequilíbrio no mercado pecuário. O setor está preocupado também com a possibilidade da formação de um monopólio no ramo dos frigoríficos, além de outros problemas gerados como o enfraquecimento dos pequenos e médios frigoríficos.

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Otávio Lemos de Melo, apresentou o cenário do setor de frigoríficos no País. Segundo ele, mais de 16% da indústria frigorífica brasileira está concentrada nas mãos de um grande grupo. Ele afirmou que o setor cresceu mais que podia, aliado à ociosidade de algumas plantas frigoríficas e à crise internacional vivida nos últimos anos causaram o fechamento de indústrias do setor. “O problema da margem de lucro dos varejistas ainda é mais grave e a expectativa é que a oferta de gado deve crescer muito nos próximos anos”, calculou.

O especialista afirma que o setor precisa cavar novos mercados para aumentar a demanda prevendo uma possível crise no setor nos anos de 2014 e 2015. Segundo o diretor de relações com o investidor de um grande grupo de frigoríficos brasileiro, Jeremiah O’Callaghan, o fortalecimento da cadeia da carne bovina é uma tarefa de todos os setores envolvidos.

Ele afirmou ainda que os frigoríficos são parceiros dos produtores no processo valorização da carne bovina e a abertura de novos mercados, como o chinês, está na pauta de negócios da empresa. O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, destacou que o setor precisa se organizar para garantir uma melhor valorização da carne bovina. A exemplo do que é feito em outros países da América do Sul. “Temos o costume de cobrar do governo a solução dos nossos problemas, mas muitas vezes, a resposta vem da gente. Os problemas não se resolvem apenas por decretos”, destacou.

Quanto à concentração de frigoríficos nas mãos de poucos grupos, o presidente da Faeg se mostrou também bastante preocupado com essa corrida predatória empreendida por empresas que sufocam as pequenas e médias indústrias, cartelizam o mercado e inviabilizam a atividade de pequenos produtores que ficam sem opção para vender seu produto.

Ainda durante a reunião, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves de Oliveira, apresentou o edital de proposta de Incentivos Fiscais/Súmula Vinculante 69/STF que prevê como inconstitucional qualquer isenção, incentivo, redução de alíquota ou de base de cálculo, dispensa de pagamento ou outro benefício fiscal relativo ao ICMS concedido sem prévia aprovação em convênio celebrado no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A medida tem o objetivo de tentar assegurar o princípio da igualdade desse benefício fiscal entre os estados. Ao final do encontro os produtores e empresários se reuniram com o governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB), para apresentar os temas debatidos na reunião. (Texto: Rhudy Crysthian – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar – Foto: Jana Tomazelli)

Goiás recebe CNA/FAEG em Campo

11 de Maio de 2012

cna e faeg em campoGoiás é o primeiro estado a receber o evento, que contará com a presença de três mil participantes

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) - em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Central), Senar Goiás, Sindicatos Rurais goianos, com o apoio do Sebrae Goiás - realiza, no dia 31 de maio, em Goiânia, o CNA/FAEG em Campo e o CNA vai à Universidade. Uma ação que visa aproximar as entidades dos Sistemas CNA/SENAR e FAEG/SENAR da sociedade goiana e brasileira.

Os eventos serão uma mostra do trabalho que as entidades realizam em favor da agropecuária e apresentarão às diversas regiões do país as ações em favor da atividade rural no Brasil. Serão três ações simultâneas, o CNA/FAEG em Campo para produtores rurais e o para técnicos agropecuários e o CNA vai às Universidades, específico aos estudantes. A estimativa é de que três mil pessoas, entre estudantes, produtores e técnicos, participem de todas as ações durante o dia.

Os dois primeiros eventos serão realizados no Atlanta Music Hall, das 8h30 às 16h. No evento, os produtores e técnicos - em auditórios separados -, acompanharão palestras sobre o novo Código Florestal, os pilares da nova Política Agrícola Brasileira, o projeto Biomas e a APP mundial, o Pronacampo, o Cartão do Produtor e o programa Minha Casa Minha Vida Rural. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu e o presidente do Sistema FAEG/SENAR, José Mário Schreiner conduzirão os debates dos assuntos apresentados.

O CNA vai à Universidade será um evento voltado, especificamente, para o público acadêmico em geral. A Senadora Kátia Abreu ministrará palestra sobre Democracia e estado de direito. O evento terá início às 8h30, no Teatro da Católica, no Campus V da PUC Goiás, no Jardim Goiás. As inscrições serão feitas no dia e no local do evento e são gratuitas.

Segundo José Mário essa é uma grande realização para o Sistema Faeg/Senar, já que Goiás será o primeiro estado do Brasil a receber o CNA/FAEG em Campo. Ele relata que é de extrema importância para o Sistema a realização de um evento que vai atingir variados públicos.

José Mário explica que o CNA/FAEG em Campo vem com uma nova formatação e de cunho mais abrangente. “É importante debater esses temas com todos. Temos que alinhar nossos pensamentos com as pessoas e traçar novos desafios que irão desenvolver o setor, pensando em Goiás e no Brasil.” (Texto: Leydiane Alves – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

 Programação


CNA/FAEG EM CAMPO – PRODUTORES E TÉCNICOS AGROPECUÁRIOS

Local: Atlanta Music Hall

Horário: Das 8h30 às 12h

08h30 - Recepção e inscrições

09h30 – Abertura: José Mário Schreiner (Fortalecimento da Representação Política da Classe)

09h45 - Palestras:

• Novo Código Florestal – Senadora Katia Abreu – Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
• Os pilares da nova Política Agrícola Brasileira – Rosimeire Cristina dos Santos – Superintende Técnica da CNA
• Projeto Biomas e APP mundial – Moisés Gomes – Presidente do Instituto da CNA
• PGA – Plataforma de Gestão da Agropecuária – Décio Coutinho – Consultor da área de pecuária de corte da CNA
• Cartão do Produtor – José Mário Schreiner – Presidente do Sistema FAEG/SENAR e Vice-presidente de finanças da CNA
• Pronacampo – Daniel Carrara – Superintendente do SENAR Nacional
• Programa Minha Casa Minha Vida Rural – Keniane Leni Nogueira – Palestra Empreendedorismo e Oportunidades - Sebrae

12h - Cerimônia de entrega da Medalha Pedro Ludovico Teixeira à Senadora Kátia Abreu pela Assembleia Legislativa

12h30 - Almoço

16h - Encerramento e lanche


CNA VAI ÀS UNIVERSIDADES

Local: Teatro da Católica, Campus V, Avenida Fued José Sebba n° 1184, Jardim Goiás

Horário: 8h30 às 12h

Abertura: José Mário Schreiner – Presidente do Sistema FAEG/SENAR

Palestra: Democracia e Estado de Direito

Senadora Kátia Abreu – Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Produtores goianos chegam ao Uruguai e conhecem maior instituto de pesquisa do país

26 de Abril de 2012
Imagen 005 thumbO grupo de produtores goianos, que está em missão técnica a países do Mercosul, encerrou as visitas na Argentina e iniciou uma segunda etapa de visitas no Uruguai. Na tarde desta quarta-feira (25), os 75 produtores de grãos e pecuária de corte integrantes da missão, organizada pelo Sistema Faeg/Senar e Sebrae Goiás, visitaram uma das estações do Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA), a estação La Estanzuela, na região de Colônia. O Inia é uma entidade pública de direito privado mantida pelos produtores rurais uruguaios e pelo governo do país.
 
Criada em 1989, tem 40% dos aportes financeiros que a mantém provenientes dos produtores, outros 40% são investidos pelo governo federal do Uruguai e os 20% restantes vêm de outras fontes arrecadadoras como royalties e parcerias com empresas privadas. O engenheiro agrônomo e encarregado de La Estanzuela, Ernesto Restaino explicou, ao receber o grupo na sede da entidade, que a junta diretiva que está à frente do instituto é composta por representantes do governo e por representantes de produtores como a Associação Rural, Federação Rural, pelo Fucrea, pela Comissão Nacional de Fomento Rural e por cooperativas.
 
O Inia possui cinco unidades em todo o país e, como explicou Ernesto Restaino em palestra ao grupo, desenvolve um trabalho para auxiliar o Uruguai a produzir com mais eficiência e qualidade. O engenheiro disse que como o país é pequeno e com uma capacidade limitada de produção em escala, o conceito de agricultura e pecuária tem como foco a qualidade. "Temos uma extensão territorial muito pequena, não podemos oferecer quantidade, mas oferecemos qualidade", reiterou.
 
O Uruguai possui 17 milhões de hectares, destes 1,5 milhão abriga os cultivos, o restante são florestas e pastagens naturais. Dos três milhões de habitantes do país, 1,5 milhão está na capital; os demais 1,5 milhão vive no interior e apenas 2% deste volume mora no campo. O problema da falta de sucessão no campo é um dos grandes desafios enfrentados pelos Uruguaios no dia a dia da produção. A falta de interesse dos mais jovens pelo campo faz com que as famílias que vivem na zona rural percam sua capacidade de produção em escala.
 
Esse é um dos motivos que levam os produtores uruguaios a pensarem mais em qualidade do produto que em quantidade. Dentro desta lógica, os dados de rendimento da produção são avaliados em hectares. Ernesto explicou que a produção média de leite no país é de oito mil litros por hectare com uma lotação média de duas vacas por hectare.
 
O Uruguai tem um rebanho bovino de 11 milhões de cabeças. De carne bovina são produzidos 800 quilos por hectare e, hoje, o preço do quilo limpo gira em torno de US$ 3,80. O rebanho uruguaio é basicamente formado por Redford e suas cruzas com Aberdeen, Bradford, Zebu e Angus; 70% da carne produzida é exportada para importantes mercados como Rússia, Estados Unidos, Israel e Europa, esta última remunera melhor os quesitos de qualidade da carne.
 
A média de produtividade de soja no país é de 1.900 quilos por hectare. Ernesto acrescentou ainda que ao contrário da Argentina, que sofreu com uma rígida seca durante o período de floração da soja, o Uruguai teve um clima bom o que elevará a média nacional de produção de soja por hectare para 2.200 quilos. Porém, o custo para escoamento do produto é alto e 90% efetuado por rodovias. O litro do diesel no Uruguai chega a US$ 1,90 e o custo geral por quilômetro rodado alcança a casa dos US$ 2,20.

 

A partir desta quinta-feira (26/04) o grupo volta a se dividir para realizar visitas de interesse de grãos e de corte. A missão de grãos tem visita agendada ao Porto Nova Palmira coordenado pela Corporación Navios S.A., a uma unidade da Cargil e à empresa Agronegocios del Plata (ADP). Já o grupo de corte visitará um produtor associado ao Crea para conhecer como funciona a instituição e como é o modelo produtivo no país. A missão se encerrará neste domingo (29/04). (Texto e foto: Francila Calica - Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar) 

Código Florestal aprovado pela Câmara consolida áreas produtivas

26 de Abril de 2012

sessao saulo cruz thumbSessão extraordinária da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (25), os trechos do Código Florestal (PL 1876/99) que receberam parecer pela aprovação do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Foram 274 votos a favor contra 184 e duas abstenções dos deputados federais presentes. Após a aprovação da lei, foram votados também os itens para os quais ele recomenda a rejeição.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), através da assessoria técnica de Meio Ambiente, acompanhou desde a última segunda-feira (23/04) toda a movimentação política da votação da matéria na Câmara dos Deputados, em Brasília. Para o assessor técnico de Meio Ambiente da Faeg, Marcelo Lessa, o novo Código Florestal não saiu exatamente como o esperado pelo setor rural, mas simboliza um grande avanço por trazer a consolidação das áreas produtivas, além de segurança jurídica para que o produtor rural continue produzindo alimentos de forma sustentável. “Algumas dessas áreas estavam aberta para a produção antes mesmo da edição do primeiro código, em 1965”, explica.

Destaques
Lessa ressalta ainda alguns destaques importantes que foram aprovados após a votação da matéria principal e que melhoram ainda mais o texto do Código Florestal. O primeiro diz respeito ao Cadastro Ambiental Rural, onde todos os produtores rurais terão que aderir com coordenadas geográficas marcadas. O destaque foi rejeitado e trazia a obrigatoriedade de se publicar esse cadastro publicamente na internet com dados particulares da propriedade e da atividade agropecuária.

Outro destaque trata da consolidação das áreas de preservação permanentes em rios acimas de 10 metros de largura. “Da forma que o destaque foi aprovado hoje, o Estado terá competência através de seus programas de regularização ambiental de definir essa metragem e como será feita a consolidação dessas áreas”, ressalta o assessor. Ele ainda comentou que deverá ser revista a questão dos rios inferiores a 10 metros de largura que permaneceu no texto com recomposição mínima de 15 metros. “É uma questão agora que cabe ao governo analisar para sancão”, alerta.

Segunda a Câmara, o Plenário rejeitou, por 228 a 184 e 3 abstenções, destaque do PT ao substitutivo do Senado para o Código Florestal (PL 1876/99). Dessa forma, foi retirada do texto a prerrogativa dos conselhos estaduais de meio ambiente de definir as extensões e os critérios para recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios maiores que 10 metros de largura se o imóvel tiver área superior a 4 módulos.

Antes dessa votação, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), ressaltou que 91% dos estabelecimentos rurais têm até 4 módulos, mas os restantes detêm 60% da terra usada. Ele ressaltou que, na discussão do tópico atual, “cai por terra o argumento de que quem vai pagar é o pequeno, aqui o custo é para os grandes”.

Também foi retirada do texto, por meio de destaque do DEM, a obrigatoriedade de recompor 30 metros de mata em torno de olhos d’água nas áreas de preservação permanente ocupadas por atividades rurais consolidadas até 22 de julho de 2008.

O último destaque, do PV, foi rejeitado. O partido pretendia manter no texto a proibição de manter áreas rurais consolidadas dentro de unidades de conservação de proteção integral criadas até a data de publicação da futura lei. Dessa forma, a proibição foi retirada do projeto.

Com o fim da análise dos destaques, o novo Código Florestal será enviado à sanção da Presidência da República. Produtores rurais goianos dos municípios de Cabeceiras, Formosa, Luziânia, Cristalina e Anápolis viajaram de carreatas para participar da votação do Código Florestal.

(Texto: Cleiber Di Ribeiro – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar com informações da Agência Câmara – Foto: Saulo Cruz/Agência Câmara)

Produtores brasileiros conhecem modelo argentino de taxar exportações

26 de Abril de 2012

uru thumbMesmo com o sinal amarelo aceso para a economia argentina, o governo portenho segue mantendo a taxação sobre a exportação de produtos agrícolas. O imposto polêmico, principalmente, sobre os grãos e carnes comercializados para outros países deixa viva as tensões entre os produtores rurais e o governo federal no país que é um dos principais fornecedores de grãos do mundo.

As alíquotas fiscais impostas aos produtores argentinos foram apresentadas nesta quarta-feira, 25, ao grupo de produtores rurais de Goiás que está em Missão Técnica àquele país para aprender como é a realidade de produção dos argentinos. A comitiva de produtores de grãos e de gado de corte é composta também dirigentes sindicais e técnicos do Sistema Faeg/Senar e Sebrae-GO.

Em um encontro em Buenos Aires entre o grupo e membros da Sociedade Rural Argentina (SRA), uma importante instituição defensora dos direitos dos produtores daquele país, os brasileiros puderam conhecer como é a política portenha de taxar as exportações, o que afeta os mercados globais de commodities. O objetivo, segundo a política de governo, é inibir as exportações, privilegiar o abastecimento doméstico e combater a inflação.

No entanto, de acordo com o representante da SRA, Ernerto Ambrosete, a medida não agradou os proprietários rurais. Tendo que pagar impostos mais altos, os produtores amargam depreciação nos preços e desvalorização de sua produção. Ernesto destaca ainda as constantes formas de protesto dos ruralistas ao ato administrativo. “A media não surtiu o efeito desejado e os gêneros alimentícios não chegam às cidades com preços mais atrativos, gerando desabastecimento e mais inflação”, disse.

Ele conta que toda a população foi atingida por essa medida, chamada de resolução 125, e os famosos panelaços, como o grande protesto de pretensões populares que ocorreu em 2008, ameaçam voltar à tona e ampliar o conflito com o governo. No caso da soja em grãos, Ernesto conta que a alíquota é de 25%, ou seja, mais de um terço do faturamento dos exportadores é retido pelo governo.

Segundo o presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, esse sistema fiscal serve para reforçar o caixa do Tesouro que, com a taxação, aumentou em 11% a arrecadação do país. “Agora temos uma noção real de cenário político e econômico dos produtores argentinos. Estamos solidários a esses produtores e contra esse tipo de política não trabalha para o desenvolvimento do campo”, posicionou o líder dos produtores goianos.

Ernesto afirma que as retenções sobre exportações se tornara uma importante fonte de receita do Tesouro argentino desde que os preços internacionais das commodities agrícolas começaram sua disparada há mais de quatro anos. Ele acredita que o montante arrecadado serve para financiar a propaganda política de governo da presidente Cristina Kirchner.

O encontro entre os produtores goianos e a Sociedade Rural Argentina fez parte da agenda das duas Missões Técnicas de pecuária de corte e de grãos. O objetivo das missões é permitir que os produtores conheçam na prática novas técnicas e tecnologias adotadas para produção agrícola nesses países do Mercosul, políticas de governo e comercialização dos produtos agropecuários dessas regiões. O grupo segue na próxima quinta-feira, 26, para o Uruguai para a segunda fase da viagem. (Texto e fotos: Rhudy Crysthian – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

Grupo de produtores goianos conhece modelo produtivo de grãos na Argentina

25 de Abril de 2012

O primeiro dia de trabalho dos 32 produtores rurais e técnicos goianos que integram a Missão Técnica de Grãos do Sistema Faeg/Senar e Sebrae Goiás à Argentina começou com uma visita oficial à sede do Ministerio de Agricultura, Ganadería y Pesca (www.minagri.gob.ar), na capital Buenos Aires. O grupo foi recebido pelo diretor nacional de relações agroalimentares internacionais do Ministério, Miguel Donatelli, que apresentou um panorama da produção agrícola, infraestrutura e logística, tecnologia e políticas para o setor.

 

Donatelli explicou ao grupo - liderado pelo presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner - que cerca de 60% de toda a área cultivada no País não é trabalhada pelos seus próprios donos. Ao contrário do que ocorre no Brasil, o arrendamento e os contratos de terceirização para plantio, pulverização e colheita são a roda motriz da produção agrícola do país vizinho.  No caso da soja, os contratos são por safra e giram em torno de 2,5 mil quilos ou US$ 650 por hectare nas melhores regiões de produção da oleaginosa.

 

Produção

A Argentina é o hoje o terceiro maior exportador mundial de soja com exportação anual de 9,2 milhões de toneladas; atrás somente do Brasil e Estados Unidos, segundo e primeiro lugares, respectivamente. Ocupa o topo do ranking em exportação de óleo de soja, com um volume anual exportado de 4,54 milhões de toneladas e possui uma representativa produção de farelo do grão, também primeiro lugar em exportação do produto. Óleo e farelo têm um sensível incentivo do governo nas exportações em relação à matéria-prima; a taxa de retenção de exportação sobre os dois primeiros é de 32,5%, enquanto do grão não processado é de 35%.

 

De acordo com o representante do Ministério, os 35 milhões de hectares lavorados no país produziram, na safra 2010/2011, 103 milhões de toneladas de grãos e cereais; feijão e algodão não entram neste volume. Donatelli destacou que a força de produção de grãos na Argentina está concentrada em 13 províncias produtoras, localizadas na região central do país; nos Pampas úmidos e na região extra-pampera.

 

A localização favorável das lavouras nos Pampas - entre 350 e 500 quilômetros dos portos - fazem com que o custo de frete seja, substancialmente, menor se comparado com o Brasil. O escoamento de safra é feito majoritariamente por rodovias, 78,12% da produção chega aos portos por esse modal.

 

Cenário mundial

De acordo com o presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, a força produtiva dos países do Mercosul, concentrada em Brasil, Argentina e Uruguai é inquestionável e já está mudando o cenário agrícola mundial. Hoje, a produção de grãos no sul do globo terrestre compete com tradicionais potências nortistas, como os Estados Unidos.

 

José Mário ressalta que, ainda assim, a produção da América do sul é ameaçada por fatores internos que lhe tiram a competitividade. Ele relembrou, por exemplo, a mão forte do governo Kirchner sobre os produtores argentinos. "Na Argentina as taxas de exportação para produtos agrícolas são elevadas, não há financiamento oficial em escala e o setor produtivo vive em desequilíbrio com o governo de Cristina", disse.

 

No Brasil, os entraves estão na questão ambiental, nas políticas de renda ao produtor e em infraestrutura e logística. Ao deixar o ministério, o grupo seguiu para o distrito de Pergamino, em visita a uma propriedade rural que reflete o modelo de terceirização de produção da agricultura argentina.

Participação

 

O presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, o deputado estadual Valcenôr Braz de Queiroz (PTB) e o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, deputado Francisco Júnior (PSD) também estão acompanhando o grupo na missão à Argentina. Os produtores e parlamentares visitarão, ainda, áreas produtivas no Uruguai durante estes oito dias de trabalho.

 

Paralelo à missão de grãos, também estão na Argentina mais 36 pecuaristas de corte liderados pelo diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Manoel Xavier e pelo vice-presidente da Faeg, José Manoel Caixeta. O grupo de corte está acompanhado pelos deputados estaduais, Karlos Cabral (PT) e Wagner Siqueira (PMDB), ambos membros da Frente Parlamentar do Agronegócio da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Assim como o grupo de grão, a missão técnica de corte também passará pelo Uruguai. (Texto e foto: Francila Calica - Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar) 

Produtores rurais visitam Argentina e Uruguai em missão técnica

25 de Abril de 2012

Uma comitiva de 75 pessoas formada por produtores rurais, dirigentes sindicais e técnicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Goiás e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás) embarcam neste domingo (22), para duas Missões Técnicas de pecuária de corte e de grãos, na Argentina e no Uruguai.

O objetivo da missão é permitir que os produtores conheçam na prática novas técnicas e tecnologias adotadas para a produção de carne e grãos nos países do Mercosul. 55 municípios goianos serão representados nas duas missões simultâneas. O grupo segue durante toda a semana com uma agenda intensa de compromissos e visitas técnicas e retorna para Goiás no próximo dia 30.

O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, destaca que os produtores pretendem buscar informações sobre os modelos de produção dos dois países. “Queremos conhecer melhor o que é praticado na agricultura e pecuária nos países do Mercosul”, disse. Ele destaca como novidade a terceirização de serviços na produção argentina como arrendamentos de áreas, de máquinas e equipamentos, no plantio e na colheita.

Ele afirma que essa nova metodologia de produção, terceirando os processos na lavoura, tem garantido bons resultados para os produtores argentinos. O presidente ressalta também a chegada de novas grandes empresas do setor agropecuário no Uruguai e pretende verificar de perto as ações realizadas para atrair essas empresas. Na área de corte, as tecnologias adotadas para manter as pastagens naturais na Argentina também têm espaço na agenda do grupo.

Os produtores também irão visitar centros de pesquisas e estudos agropecuários na busca de mais informações sobre certificações agropecuárias e outras ações que envolvam os modelos de produção de carne e grãos daqueles países. O grupo irá conhecer ainda órgãos e entidades públicas que trabalham com o setor agrícola dos dois países para se inteirar da política agrícola daquelas regiões. (texto: Rhudy Crysthian – foto: Cleiber Di Ribeiro - Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

O Que se Espera dos Próximos Prefeitos

24 de Abril de 2012
O que se espera dos próximos prefeitos.
 

 

Wandell Seixas *

Um verdadeiro ato de cidadania é o que se pode dizer das manifestações populares através da Agenda de Desenvolvimento Municipal “O que esperamos do próximo prefeito”. A iniciativa do sistema Faeg/Senar tem o apoio do Sebrae, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), da Agrodefesa e da SGPA.

Itens como o desenvolvimento sustentável e a cidadania compõem a base da discussão. O debate é democrático porque permite a manifestação de todos sem imposição de qualquer natureza. Quando se mina uma reunião com questões ideológicas as discussões tendem a cair no campo emocional e a vaca vai pro brejo.

Os participantes com essa abertura já puderam constatar manifestações empreendedoras, econômicas e ambientais num município. Em outros municípios, a necessidade de adoção de apoio mais sistemático à agricultura familiar, um tanto discriminada por uma parcela da sociedade. Noutros, a gestão pública participativa, infraestrutura e logística. Ocorreram situações particulares como do sistema elétrico instável, que impede a chegada de agroindústrias e que limitam o desenvolvimento regional.

Há situações também em que a população reclama da implantação de estradas municipais para escoamento da produção. A carência de telefonia e da internet sobressaiu. Tomando como exemplo os maiores centros urbanos, na pequena cidade a população cobra o melhoramento da saúde pública e da promoção social. São poucos médicos, enfermeiros e os leitos hospitalares. Em Bom Jesus, as pessoas que procuram o posto médico em sua maioria são de fora, o que demonstra que nas cidades próximas a carência existe.

Nem a poluição escapou das observações. A mão de obra de fora em detrimento da local gera algum desconforto à população, segundo estudos preliminares. Crianças sem pai tornam-se comum nessas circunstâncias. A droga e em consequência a violência também assumem posições salientes. Pareceu-me um pouquinho de preconceito nesta manifestação. Ninguém pode impedir, sob pena de ferir a Constituição, as novas levas de pessoas num país como o Brasil. O país está carente de mão de obra especializada e que na maioria das vezes procede de fora. A educação e a qualificação profissional dos trabalhadores podem contornar esse quadro.

A busca de solução a esses problemas é o que a sociedade espera dos próximos prefeitos de Goiás, a serem eleitos no próximo dia 3 de outubro. Na opinião de muitos, os recursos financeiros existem nos foros nacionais e internacionais. Mas, precisam ser buscados seguindo as regras legais e burocráticas. Eu agregaria mais um: atenção na hora do voto, conquista que fortalece a democracia e a liberdade, com o candidato. Apure a sua folha pregressa e de sua família. É uma maneira de combater os corruptos que chegam ao poder com a sua sanha de apenas levar vantagem.

A iniciativa da Faeg/Senar é altamente positiva.

BOI: Dificuldade para impor preços menores à arroba aumenta

23 de Março de 2012

As dificuldades para escoar a produção e o aumento na oferta de fêmeas continuam a pressionar o mercado, mas está mais difícil impor os preços menores para a arroba.

Este cenário se reflete na estabilidade dos preços no Centro-sul do país.

Em São Paulo as ofertas de compra variam de R$91,00/@ a R$96,00/@, à vista, livre de funrural, embora as tentativas de compra em valores menores tenham diminuído.

As escalas atendem de 3 a 4 dias, em média. Mas há frigoríficos comprando para os abates do início da próxima semana.

Isso mostra como aumentou a dificuldade para comprar no estado.

Muitas indústrias paulistas têm feito suas programações de abate com animais negociados em Goiás e no Mato Grosso do Sul, onde a oferta de boiadas é maior.

Já no Norte e Nordeste, que vinham até o momento com mercado firme e oferta de animais terminados menor que nas demais regiões, os frigoríficos conseguiram alongar as escalas nos últimos dias e houve queda nos preços em Redenção – PA, Norte do Tocantins e Sul da Bahia.

No mercado atacadista de carne bovina, o escoamento continua difícil para as carnes de traseiro, embora o dianteiro tenha apresentado ligeira recuperação.

Fonte: Scot Consultoria

Bancos fazem projeções mais pessimistas sobre a economia brasileira

23 de Março de 2012

As projeções e expectativas da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) para a economia brasileira pioraram bastante neste final de março, porque os indicadores tabulados pela equipe do economista-chefe Rubens Sardenberg apontam para um crescimento econômico (PIB) de apenas 3,3% para este ano, portanto ligeiramente inferior aos 3,4% previstos em janeiro, que foram de 3,4%.

. Se você examinar todas as tabelas que vão no link a seguir e que foram divulgadas nesta quarta-feira no Rio, será possível perceber que a projeção sobre o PIB baseiam-se em expectativas pessimistas para o desempenho da agropecuária (3,3%), mas sobretudo da produção industrial (2,6%). Apenas o setor de serviços puxará o PIB para cima (3,6%, contra 3,5% em janeiro).

. A inflação medida pelo IPCA poderá ficar ligeiramente abaixo dos índices de 2010 (5,9%) e 2011 (6,5%) situando-se na casa dos 5,3%.

. Os economistas da Febraban apostam em dólar a R$ 1,76 na média deste ano.

. O editor leu todo o trabalho e quer destacar a análise sobre os reflexos do cenário externo no interior da economia brasileira, conforme está ali descrito, ao replicar o tom do que avalia o Banco Central, que capturou este sentimento majoritário do mercado:

- É mantida a avaliação de que a melhoria no cenário europeu apenas afasta o risco de ruptura da zona do euro, mas não reverte a perspectiva negativa para o desempenho da economia mundial para o curto e médio prazos.

Atividade industrial brasileira e criação empregos voltam a cair

A atividade da indústria brasileira mostrou contração pelo sexto mês consecutivo em fevereiro, de acordo com a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os empresários das regiões Sul e Sudeste são os menos otimistas. Enquanto o ICEI no Sul marcou 56,8 pontos, o do Sudeste foi de 56,4 pontos em março. Já os empresários nordestinos são os mais otimistas. O ICEI da região Nordeste atingiu 62,9 pontos em março ante 61,7 pontos em fevereiro. É seguido pelo índice da região Norte, que registrou 59,7 pontos, e do Centro-Oeste, que assinalou 59,1 pontos.

.O ICEI de fevereiro foi calculado com base em entrevistas com 2.304 empresas entre 1º e 14 de março, das quais 829 de pequeno porte, 880 médias e 595 de grande porte.

.A UCI efetiva-usual, conceito que leva em conta a comparação com a média do mesmo mês de anos anteriores, ficou em 42,9 pontos em fevereiro, mantendo-se abaixo da linha divisória de 50 pontos. Em janeiro, esse indicador registrou 41,7 pontos. Em fevereiro do ano passado, a taxa foi de 46,7 pontos.

.A pesquisa da entidade também revelou que o nível de emprego na indústria seguiu em contração em fevereiro. A leitura desse indicador passou para 48,3 em fevereiro, maior que os 47,1 em janeiro, mas ainda abaixo de 50. Números acima desse nível indicariam expansão do emprego.
Fonte: Blog Polibio Braga

Código Florestal: Piau diz que fará poucas mudanças no texto do Senado para viabilizar votação

20 de Março de 2012

O relator do projeto de novo Código Florestal na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), adiantou na última sexta que, embora ainda não haja acordo sobre a recomposição de áreas de plantio consolidadas em margens de cursos d'água, ele deverá adotar a redação final do Senado com algumas supressões.

O relator pediu urgência para a votação da proposta, que ainda não possui data definida. Para Piau, o pior cenário é prosseguir com a insegurança jurídica em que os produtores rurais se encontram.

O novo líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), negocia com os ruralistas a votação do substitutivo do Senado. Ele lembra que o acordo feito para aprovação do código naquela Casa contou com a participação da bancada ruralista da Câmara.

Confira os pontos mais polêmicos

APPs
Nas áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios, de acordo com o texto do Senado, só poderão ter continuidade as atividades produtivas iniciadas até 22 de julho de 2008. Nesses casos, o texto dos senadores prevê como contrapartida a recomposição de parte da vegetação nativa. Para rios de até 10 metros de largura, o proprietário deverá recuperar 15 metros. Rios com leitos maiores deverão ter APPs entre 30 e 100 metros.

O texto aprovado pela Câmara em maio de 2011 prevê a mesma regra para as áreas próximas a rios com menos de 10 metros, mas não estabelece normas para os rios mais largos e deixa a normatização desses casos para a União e para os Estados.

O relator concordou em manter a obrigatoriedade apenas para a recomposição de áreas verdes das margens de rios com até de 10 metros de largura. As divergências, no entanto, ainda não foram definitivamente equacionadas porque integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária não aceitam a obrigatoriedade de recomposição de APPs em nenhuma área produtiva às margens de rios.

Para o presidente da frente, deputado Moreira Mendes (PSD-RO), "não tem sentido, em um cenário de fome no mundo, o Brasil reduzir área produtiva". O que está em uso, segundo o deputado, tem de continuar.

Regimento
Paulo Piau informou que o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) chegou a fazer uma consulta ao presidente da Câmara, Marco Maia, sobre a possibilidade regimental de apenas suprimir do texto final a obrigatoriedade de recompor os 15 metros de APPs em áreas próximas aos rios com 10 metros de leito. Essa obrigatoriedade está prevista nos textos aprovados tanto pela Câmara quanto pelo Senado.

Pelo Regimento do Congresso, se um dispositivo é aprovado pelas duas Casas, ele não poderá mais ser retirado da proposta.

Votação
Moreira Mendes informou que, apesar das divergências, a frente também quer votar o texto do novo Código. O deputado explicou que há uma posição unânime dos integrantes de votar com o relator. Caso as reivindicações não sejam incluídas no substitutivo de Paulo Piau, Moreira diz que cada partido deve fazer destaques para votação em separado dos pontos que discordar.

O parlamentar garante que os integrantes da frente não vão aceitar o adiamento da votação para o segundo semestre. Ele diz que não há um clima de disputa ou de tensão com o governo. Os deputados, segundo Moreira Mendes, compreendem a importância da aprovação do novo Código Florestal, mas não aceitam pressões.

– Não vamos aceitar ser trocados por Rio+20 ou o que quer que seja – disse o deputado.

Áreas urbanas
Outro ponto que causava controvérsia no texto aprovado pelo Senado era a previsão de que, nas expansões urbanas, os projetos deveriam prever 20 metros de área verde por habitante. Piau concordou em suprimir essa obrigatoriedade. Embora concorde com o princípio, considera que iriam encarecer os lotes urbanos, inclusive os projetos de interesse social do governo.
Fonte: Agência Câmara

 

Manejo da irrigação favorece a produtividade

20 de Março de 2012

A quantidade correta de água e o momento exato da irrigação são pontos-chave em um manejo adequado. Além de economizar água e energia, o controle pode assegurar um melhor desempenho em termos de produtividade e qualidade das hortaliças.

Para que a irrigação seja eficiente e resulte em impactos positivos na lavoura, é necessário considerar fatores como o clima e o solo. Os dois são determinantes quando se trata de escolher o método de manejo de água mais apropriado para a irrigação.

O pesquisador Waldir Marouelli, da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), explica a importância do manejo. Segundo Marouelli, alguns métodos de manejo da água de irrigação utilizam informações climáticas, como temperatura, umidade relativa do ar, vento e radiação solar, para calcular a quantidade de água que a planta consome.

Em outros casos, a metodologia monitora somente a umidade do solo. “Neste caso, quem determina se a secagem do solo é mais rápida ou mais lenta é a planta que, inexoravelmente, está sendo afetada pelos fatores climáticos”, diz. O pesquisador Marcos Braga, também da Embrapa Hortaliças, esclarece que a demanda hídrica das plantas funciona, basicamente, “como as pessoas que, em dias mais quentes e secos, consomem mais água e vice-versa”.

Quando o agricultor não reavalia constantemente essas condições durante o cultivo e simplesmente estabelece um critério fixo para a irrigação, deixa de otimizar o uso da água e o ganho com a produção. “Na horticultura, por exemplo, o produtor que não utiliza nenhum controle da irrigação e passa a adotar alguma técnica para manejo, como avaliar as condições climáticas ou empregar um sensor de umidade do solo, na média geral, obtém um aumento de 10 a 30% da produtividade”, estima Marouelli. Ele acrescenta que, por sua vez, a redução do uso de água e energia gira em torno de 20-30%.

O gasto que o produtor tem com água e energia é muito menor diante dos recursos despendidos com a exigência nutricional e fitossanitária das plantas. Por conta disso, ele acaba por irrigar em excesso, o que favorece a incidência de doenças e compromete o pleno desenvolvimento das plantas. “O ponto de equilíbrio é importante porque a irrigação em excesso pode causar a lixiviação de nutrientes e, com o prejuízo da parte nutricional, a planta fica mais fraca e mais suscetível a doenças”, explica Braga.
Fonte: Mapa

Embrapa: desarticulação dificulta acesso a tecnologias

19 de Março de 2012

O desmantelamento dos serviços de assistência técnica no país por décadas, e sua dificuldade de se reorganizar, é um entrave para que a tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) chegue aos produtores, principalmente os pequenos. A avaliação é do presidente da estatal, Pedro Arraes.

“A gente depende das redes de extensão rural. A gente tem feito capacitação, o problema é que as empresas públicas de extensão rural, com algumas exceções, estão ainda numa situação muito crônica. Elas foram muito desarticuladas ao longo dos anos e, para reconstruir, é complicado”, disse à Agência Brasil. Para Arraes, isso levou à perda de recursos humanos e à má remuneração dos profissionais.

O presidente da Embrapa ressaltou que, para as tecnologias da empresa poderem ser aplicadas na agricultura familiar, é preciso que outros programas estejam em prática. “Não somos a primeira mola propulsora de tudo isso. Tem uma série de outras políticas públicas que tem que vir antes da gente para essas pessoas [pequenos produtores] estarem aptas a receber essas tecnologias”.

Quanto aos produtores mais pobres, Arraes defende que a assistência técnica seja oferecida permanentemente nos programas do governo. “O problema é que tem um contrato de dois ou três anos e depois desse tempo aquilo ali se desmancha e não cria o compromisso do agrônomo com as pessoas”. Para ele, os produtores precisam se organizar mais em suas regiões e seguir iniciativas bem-sucedidas para receber assistência técnica de qualidade. O governo também deve incentivar o cooperativismo e associativismo, que “ são fundamentais para os pequenos agricultores”.

O presidente da Embrapa citou com exemplo positivo um modelo seguido por produtores de Goiás. “Eles pagam um técnico agrícola para cada15 produtores. Para cada grupo de técnicos, também tem um agrônomo responsável a quem a Embrapa pode passar os conhecimentos para serem multiplicados. Eles produziam de 3 a 5 litros de leite quando começaram e, hoje, alguns deles estão produzindo 300 litros”, disse.

Segundo Arraes, é preciso um debate sobre as necessidades dos produtores. No cenário atual, grande parte dos profissionais que prestam assistência técnica no país é contratada por empresas de fertilizantes, defensivos e sementes. “Nada contra, mas eles defendem o interesse dessas grandes companhias e, nem sempre, o interesse delas é o interesse dos produtores. Você tem o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar [Pronaf] que tem que fazer projetos, mas muitas vezes o agrônomo não vai às propriedades”.
Fonte: Agência Brasil
 

Folha informa que, em meio a crise, Planalto ameaça vetar novo Código Florestal

19 de Março de 2012

Em meio a crise, Planalto ameaça vetar lei ambiental
Rebelião na base de sustentação faz Dilma repensar estratégias para votações polêmicas no Congresso - Governo trabalha para que Código Florestal fique para depois da Rio+20; Lei da Copa é prioridade na Câmara (por NATUZA NERY, CLAUDIO ANGELO E M MÁRCIO FALCÃO, DE BRASÍLIA):

Sob o efeito da rebelião em sua base de sustentação no Congresso, a presidente Dilma Rousseff já ameaça vetar o Código Florestal caso os deputados forcem a aprovação de um texto que não seja de agrado do Planalto.

A bancada ruralista pressiona para que o projeto seja votado logo, mas Dilma já avisou que não tem pressa e trabalha para que a votação fique para depois da Rio +20.

A aprovação, à vésperas da conferência mundial sobre ambiente, do texto que os ruralistas querem poderia representar constrangimento internacional para o governo.

O veto presidencial poderia, assim, neutralizar as críticas dos ambientalistas.
Os líderes dos partidos no Congresso definirão amanhã quando o assunto será posto em votação. Segundo fontes do governo, há opções em estudo para evitar novos confrontos com a base.

O código atual poderia ser ajustado às necessidades dos pequenos agricultores por meio de três decretos -já prontos para edição- para flexibilizar regras de recomposição de áreas desmatadas.

O decreto que suspende multas a desmatadores, que vence em 11 de abril, poderia ser prorrogado mais uma vez, até que se forme consenso na Câmara para aprovar a íntegra do texto do Senado, tido por Dilma como o meio-termo possível entre ruralistas e ambientalistas.

Os ruralistas dão sinais de que entenderam o recado. O deputado Moreira Mendes (PSD-RO), líder da bancada, acenou ontem com a possibilidade de aceitar o texto do Senado, se este for incorporado ao parecer do relator na Câmara, Paulo Piau (PMDB-MG). Piau apresentou na sexta-feira parecer que desfigura o texto do Senado, mas disse que é sujeito a mudanças.

"Todos votamos com o relator, não importa o que ele traga", disse Moreira. Segundo ele, porém, deputados insatisfeitos com o texto do Senado podem destacar itens para voto em separado -um risco para o governo.

Nesta semana, a prioridade do governo na Câmara é pôr em votação a Lei Geral da Copa. O novo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), crê que a votação está "razoavelmente costurada".

Segundo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), a discussão sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa de 2014 não está pacificada em sua bancada. A bancada evangélica é contra essa parte do texto.

Em meio à crise, o Planalto terá que monitorar comissões que analisam matérias polêmicas. Uma delas é a emenda constitucional que transfere do Executivo para o Congresso a decisão sobre demarcação de terra indígena.

A medida provisória que institui a política nacional de proteção à defesa civil perderá a validade se o Senado não a analisar até quarta. O Planalto ainda arrisca não emplacar duas indicações para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Por fim, Dilma pode ver o PR apoiar a criação de uma CPI para investigar irregularidades na Casa da Moeda ou no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Fonte: Folha de S. Paulo

Meio ambiente e agropecuária são temas de evento

16 de Março de 2012

Nos dias 20 e 21 de março, será realizado, em São Paulo, no Centro de Convenções Caesar Park Faria Lima, o evento Painel Brasil de Agropecuária e Meio Ambiente. Nos dois dias de encontro, os participantes poderão contar com palestras de renomadas figuras da área. Entre os palestrantes estão o superintendente da Faeg, Claudinei Rigonatto, que vai debater sobre a Aritmética do Agronegócio Sustentável; e o assessor técnico da Faeg para o meio ambiente e perito ambiental, Marcelo Lessa, que levantará questões sobre o Código Florestal.

De acordo com o relatório Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU em 1983, o desenvolvimento sustentável visa “ao atendimento das necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às próprias necessidades”. A definição é especialmente relevante em um momento onde o Brasil, o país com inconteste superioridade agrícola e maior riqueza ambiental do planeta, revê o seu código florestal.

A relação entre produtores rurais e ambientalistas ainda está longe de ser amistosa, com méritos e excessos de ambos os lados. Não é objetivo deste encontro, chegar a um consenso ou vitória de qualquer parte.

O Workshop Brasil de Agropecuária e Meio Ambiente busca uma análise objetiva da regulamentação das atividades rurais no país, a fim de orientar empreendedores e governos e esclarecer questões legais e econômicas que podem definir a viabilidade de projetos. (Texto: Leydiane Alves, com informações da Viex Américas – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

Funcionárias do Sindicato Rural de Porangatu participam do treinamento "Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física" em Goiânia

15 de Março de 2012

As funcionárias Juliana e Vânia do Sindicato Rural de Porangatu estão em Goiânia nesses últimos dias 14 e 15/03 participando do treinamento para o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Esse treinamento é realizado em parceria com a FAEG e SENAR.  

Agricultura mundial vai consumir 19% mais água

13 de Março de 2012

A agricultura mundial necessitará de 19% a mais de água até 2050, se quiser atender à demanda crescente por alimentos de um mundo em rápida expansão. O problema, segundo o novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), é que a maior parte dela será requisitada em bolsões agrícolas que já sofrem com uma oferta apertada ou com a escassez desse bem natural.


Divulgado ontem, o quarto "Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento da Água" é categórico: a situação vai piorar. "A escala desses problemas aumentará, sem dúvidas", disse Olcay Unver, coordenador do estudo lançado na abertura do Fórum Mundial de Águas, um evento internacional realizado a cada três anos e que desta vez é sediado na cidade de Marselha, na França.


De acordo com dados da ONU, pelo menos 12 países no Oriente Médio e no Sudeste Asiático vivem em "absoluta escassez" de água. O Oriente Médio chama atenção ainda por outra razão: dois terços do seu suprimento já vem de fora da região.


Grandes exportadores de commodities agrícolas, como os EUA, enfrentam seus próprios pesadelos. O Texas, conhecido como "cinturão agrícola" do país, registrou nesta safra uma forte seca que afetou lavouras e pecuária e provocou perdas da ordem de US$ 5,2 bilhões, segundo estimativa da Texas A&M University. Por diversos parâmetros, a falta de chuva nas Grandes Planícies está sendo considerada a pior desde a "Dust Bowl", a tempestade de areia que ocorreu na década de 1930 e causou sérios prejuízos econômicos e ambientais.


Influenciada pelo agravamento do fenômeno climático La Niña, a situação chegou a tal ponto que o órgão que administra o fornecimento de água para a maior região de cultivo no Texas, busca permissão para interromper a irrigação para agricultores.


Aqui no Brasil os prejuízos não são diferentes. Também agravado pelo La Niña, produtores de GRÃOS do Sul e parte do Centro-Oeste devem amargar perdas de mais de R$ 10 bilhões na atual safra, segundo estimativas oficiais.


A premissa para os alarmes tocados ontem pela ONU é a mesma que tem provocado nos últimos anos: a fragilidade da segurança alimentar do planeta que se aproxima dos 9,3 bilhões de habitantes que, por sua vez, puxarão o consumo de matérias-primas da soja à carne. Para atender a demanda, a produção de alimentos deverá crescer em 60% até 2050, indicam dados revisados da FAO, agência para Agricultura e Alimentação da ONU. No entanto, a entidade adverte que um quarto das áreas agrícolas mundiais tornaram-se degradadas pelo uso da agricultura intensiva que depauperou recursos hídricos, reduziu a qualidade dos solos e aumentou a erosão.


"A falta crescente de água é uma situação inaceitável", afirmou o primeiro-ministro francês, François Fillon, que inaugurou o fórum deste ano com o lema "É hora de solução". Ao considerar inaceitável, Fillon engrossou o coro de economistas que passaram a criticar a principal forma de medição econômica - o Produto Interno Bruto (PIB) - por não refletir problemas sérios como a saúde das economias.


A agricultura representa cerca de 70% do consumo de água do planeta. Mas pode chegar a 90% em algumas economias, caso do Iraque, Omã, Síria e Iêmen que agora importam boa parte do consumo necessário para a produção de GRÃOS, diz o relatório.


A Arábia Saudita, por sua vez, está em processo de redução da sua produção de GRÃOS para preservar águas subterrâneas utilizadas de forma insustentável. "As águas dos lençóis freáticos podem ser extraídas à exaustão e, em algumas regiões, atingiu limites críticos", afirma a ONU.


A aquisição de terras por companhias estrangeiras é outro fator que ganhou ressalva no relatório. Essa estratégia de ampliação dos negócios tem sido comum em países da África com empresas estatais chinesas. "Mas adquirir direitos do uso de terra para o plantio em outros países implica também no direito de usar a água desses países", lembrou Unver. "Países que podem arcar com melhor tecnologia podem impor um estresse de água adicional ao já existente".


Segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sem novas políticas de manejo de água, mais de 40% da população mundial viverá em áreas consideradas de alto estresse hídrico até 2050.


O Fórum Mundial de Água acontecerá até o final desta semana e conta com uma plateia de ministros, representantes da indústria e organizações não governamentais de 140 países. O Brasil enviou a Marselha uma comitiva recorde de 200 pessoas. Além da Rio+20, que abordará a água como um dos temas centrais, o alto número de representantes do país se explica pela possibilidade de o Brasil sediar o próximo evento, em 2015.


Fonte: VALOR ECONÔMICO

Produção de grãos deve crescer 4% em Goiás

9 de Março de 2012

A produção agrícola goia­na deve crescer em torno de 4% em 2112 sobre o ano passado e alcançar 15,6 milhões de toneladas, contra 15 milhões de toneladas naquele ano, na segunda prévia do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sobre primeira previsão calculada em janeiro houve uma alta de 208 mil toneladas.

A melhora na safra goiana é resultado da maior produção nos três principais itens cultivados no Estado: milho, soja e feijão. O milho deve registrar produção 6,1% maior na primeira safra e manter 2,7 mil toneladas na segunda. A produção total do milho no Estado (primeira e segunda safras) deve alcançar 6,1 milhões de toneladas, o que é 8% superior à soma da safra de 2011. Goiás é o segundo maior produtor de milho do Centro-Oeste, atrás do Mato Grosso. A área total a ser colhida desse grão deve crescer em 6,9% este ano.

A previsão aponta ainda para um crescimento de 81,3% na segunda safra do feijão, passando de 41 mil toneladas na estimativa de janeiro para 74,4 mil toneladas em fevereiro. Mesmo com uma queda de 2,7% na produção da primeira safra deste grão o Estado deve fechar o ano com uma variação positiva em 8,8%. A área cultivada nas duas safras será de 140 mil hectares, nove mil hectares a mais que no ano passado.

De acordo com o assessor técnico para a área de cereais fibra e oleaginosas da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), Leonardo Machado, a significativa alteração nos números da segunda safra de feijão goiana deve pressionar a alta de 4,5% na produção nacional. A produção goiana de soja também deve registrar melhora, passando de 7,6 milhões de toneladas em 2011 para 7,9 milhões de toneladas este ano. A área plantada com o grão deve ser ampliada em 0,7%.

Dos 17,8 milhões de hectares cultivados com cereais, leguminosas e oleaginosas no Centro-Oeste, Goiás ocupa área de 4,1 milhões de hectares. Novamente o Estado perde para Mato Grosso (10,5 milhões de hectares). A produção de cana-de-açúcar em Goiás deve crescer 2,2% sobre o ano passado, totalizando 56,3 milhões de toneladas. A área plantada será mantida em 687 mil hectares.

Nacional
A segunda prévia do IBGE prevê uma redução de 0,8% na safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em relação à primeira. Devem ser produzidos 157,5 milhões de toneladas. Em janeiro a estimativa apontava para 158,7 milhões de toneladas até o final do ano. Nesta segunda estimativa há ainda uma queda de 1,5% sobre os 159,9 milhões de toneladas registrados no ano passado.

No País a área colhida é de 50,3 milhões de hectares, o que supera em 3,4% o ano passado. Soja, milho e arroz representam juntas 90,7% da produção nacional, ocupando 83,1% da área a ser colhida. O Centro-Oeste detém o maior percentual da produção com 60,3 milhões de toneladas. Em seguida aparecem as regiões Sul, 57,9 milhões de toneladas; Sudeste, 18,3 milhões de toneladas; Nordeste, 16,7 milhões de toneladas; e Norte, 4,3 milhões de toneladas.
Comparativamente à safra passada, houve incrementos nas regiões Nordeste (13,2%), Sudeste (6,5%) e Centro-Oeste (7,7%), e decréscimos nas regiões Norte (0,6%) e Sul (14,4%). Goiás é o quarto maior produtor nacional e detém 9,9% da produção nacional, logo atrás do Mato Grosso (22,3%), Paraná (19,2%) e Rio Grande do Sul (13,4%). (André Passos - Jornal O Hoje)

Sindicato Rural de Porangatu participa da reunião que foi adiado prazo da exigência da Nota Fiscal Eletrônica para produtor rural goiano

7 de Março de 2012

A Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás (Sefaz) decidiu adiar prazo para a obrigatoriedade da adequação à Escrituração Fiscal Digital (EFD), da emissão de Nota Fiscal Eletrônica e da migração da escrituração de CPF para CNPJ aos produtores rurais goianos que estão inseridos na Instrução Normativa 673.

A decisão foi anunciada pelo Superintendente de Administração Tributária e Receita Estadual da Sefaz, Glaucus Moreira Nascimento e Silva, durante reunião realizada na tarde de segunda-feira (27/02) com o presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, além de produtores rurais, técnicos do Sistema, presidentes de Sindicatos Rurais, Diretor Delegado e o sócio do Sindicato Rural de Porangatu Antonio Anselmo e André Perini. “Após a reunião, decidimos implementar a nota fiscal avulsa pela internet o mais rápido possível para grande maioria dos produtores rurais inseridos na IN 673, com crédito presumido. Neste caso, não haverá migração do CPF para o CNPJ e os mesmos poderão fazer a emissão de maneira mais viável, sem a necessidade de se deslocar a uma Agenfa para fazer a apuração do seu imposto”, explica Glaucus.

Para ele, somente depois do serviço na internet, que não deve ocorrer até o fim de abril, é que a secretaria deverá divulgar novo prazo limite para a obrigatoriedade da adequação do produtor rural à Escrituração Fiscal Digital (EFD) e para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica. Os demais produtores rurais enquadrados na categoria lucro real também serão beneficiados com a não obrigatoriedade, até que a Sefaz e a Faeg voltem a se reunir para discutir essa outra situação de cadastro.

Num primeiro momento, a secretaria havia determinado o dia 30/04/2012 como o prazo final do ajuste do produtor à escrituração. O superintendente informou ainda na reunião que em até 10 dias, a secretaria vai aprofundar o estudo juntamente com a Faeg, para poder corrigir distorções referentes à pauta fiscal do gado bovino.

Pauta fiscal
O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, destacou a reunião como proveitosa e necessária aos interesses do produtor rural. Para ele, o diálogo permanente com o governo de estado e com a secretaria pontua, discute e agenda decisões sobre algumas decisões que criam impasses com o setor rural. “É com o diálogo permanente que resolvemos impasses como os causados pela pauta fiscal do gado bovino. Ela causou preços unificados ao boi que oneram o produtor rural e que criaram preço artificial no mercado goiano. A reunião decidiu que o assunto será estudado com os dados da Sefaz e da Faeg e com decisão marcada para 10 dias”, ressalta José Mário.

Ele falou também sobre a obrigatoriedade de nota fiscal para os produtos agropecuários e como a medida afetou a vida do produtor rural em sua propriedade. Para ele, há exemplos de municípios sem internet, agência de arrecadação estadual distante 110 quilômetros de distância da propriedade e produtor rural que emite mais de 215 notas fiscais por dia, o que impede, neste momento, a emissão da nota fiscal eletrônica.

Outro assunto tratado na reunião foi o desestímulo fiscal da suinocultura goiana independente. A Sefaz se prontificou a analisar os dados levantados pela Associação Goiana de Suinocultura (AGS) presente na reunião. (Texto: Cleiber Di Ribeiro – Foto: Larissa Melo – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

Porangatu sedia encontro de secretários de Agricultura

7 de Março de 2012

Está confirmado para quinta-feira, dia 8, o 2º Encontro Regional de Secretários Municipais de Agricultura, organizado e realizado pela Seagro. Desta vez, a sede do evento será a cidade de Porangatu. Os encontros têm por objetivo apresentar aos secretários as potencialidades e as oportunidades que o agronegócio oferece para o desenvolvimento das cidades goianas. Ao todo serão realizados 11 encontros em todas as regiões do Estado.

O encontro será realizado durante todo o dia. Na parte da manhã, após a abertura, haverá uma palestra do secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás, Antônio Flávio Camilo de Lima, que apresentará um panorama do cenário mundial, brasileiro e estadual do agronegócio. À tarde os secretários vão participar de trabalhos em grupos, que depois serão apresentados e haverá um momento para conclusões e encaminhamentos. O encontro começa às 8 horas no Sindicato Rural e o encerramento está previsto para as 17 horas. Participam do encontro representantes da Emater, Ceasa, Agetop, SSPJ-GO e prefeitura municipal. (Fonte: Goiás Agora)

Soja lidera alta de commodities em fevereiro

1 de Março de 2012

O Brasil foi mais uma vez fundamental na formação dos preços de algumas das principais commodities agrícolas no mercado internacional em fevereiro. Um dos maiores exportadores globais do setor, o país exerceu influências "altistas" nos mercados de GRÃOS e de suco de laranja, mas colaborou para limitar os ganhos do açúcar e pressionou as cotações do café.
Sem movimentos bruscos dos investidores especulativos que ganharam espaço nas bolsas americanas nos últimos anos, e com o terreno mais livre para o choque entre os fundamentos de oferta e demanda, a maior parte dos produtos agrícolas transacionados pelo país no exterior encerrou o mês passado com resultantes positivas para as cotações.

Conforme levantamento do Valor Data baseado nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) das commodities negociadas nas bolsas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco e algodão), os destaques foram os GRÃOS, sobretudo a soja.

Os papéis da oleaginosa fecharam fevereiro com valor médio 4,47% superior ao de janeiro, sustentados pelas quebras de safra em países da América do Sul, entre os quais Brasil, Argentina e Paraguai. Por causa das perdas no continente, multiplicaram-se as estimativas de queda da produção mundial e ampliação da demanda pela soja americana, daí a alta em Chicago.

Na terça-feira, por exemplo, a respeitada publicação alemã "Oil World" atualizou seu cálculo e passou a estimar a colheita global neste ciclo 2011/12, em fase final de colheita no Hemisfério Sul, em 246,5 milhões de toneladas, 19 milhões a menos que em 2010/11 e maior tombo das últimas décadas.

Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também se rendeu à conjuntura adversa e, segundo a agência Bloomberg, divulgou que a colheita brasileira será de 70 milhões de toneladas, 7% menor que em 2010/11. E as exportações brasileiras, que em janeiro ainda eram previstas pelo órgão em 39 milhões de toneladas, contra todas as demais projeções de mercado, foi ajustada para 33 milhões, volume menor que o previsto para os americanos, que seguirão na liderança desse ranking.

Como a demanda da China, maior importadora mundial de soja, segue aquecida e os EUA não deverão ampliar a área plantada no ciclo que está prestes a começar (2012/13), cresce a expectativa de que os preços "desafiem" as projeções iniciais para o ano, inclusive do USDA, e mantenham-se em elevados níveis apesar das turbulências financeiras em países desenvolvidos e eventuais efeitos adversos sobre os emergentes.

Nesse contexto, a soja foi a grande exceção no movimento especulativo em fevereiro, em geral mais discreto nas commodities agrícolas. Conforme balanço da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla inglês), até o dia 21 os grandes especuladores elevaram em 147% sua posição líquida de compra em futuros de soja, de 35,5 mil para 88 mil contratos (ver nesta página).

O milho também sofreu com a seca na América do Sul e a procura por embarques americanos também aumentou, em uma conjunção que garantiu a variação positiva de 1,15% observada na comparação entre os preços médios de fevereiro e janeiro. Mas, neste caso, a alta foi limitada pelas perspectivas de avanço do plantio nos EUA em 2012/13.

Divulgada na semana passada, a primeira projeção do USDA para a área plantada com o cereal no novo ciclo apontou para um incremento de 2,1% sobre 2011/12, para 38 milhões de hectares - a maior desde 1944. Ainda há riscos climáticos até a colheita, uma vez que há áreas menos úmidas do que o normal no Meio-Oeste antes do plantio, mas a expansão americana deverá exercer pressão baixista nos próximos meses, como apontou o próprio USDA.

O trigo "pegou carona" nas valorizações de soja e milho e também fechou o mês passado com cotação média superior ao resultado de janeiro. Leve (1,04%), a alta também tende a perder força por conta da estimativa do USDA de área plantada 3,5% maior nos EUA em 2012/13 (23,5 milhões de hectares) e da aparente normalidade das exportações de outros países importantes nesse tabuleiro, como Rússia e Ucrânia.

Na bolsa de Nova York, a variação que mais chamou a atenção foi a queda de 6,85% do preço médio dos contratos de segunda posição de entrega do café na comparação com janeiro. Há dúvidas em relação ao futuro da demanda por conta das turbulências financeiras, ao mesmo tempo em que os sinais sobre a oferta são de fartura maior - inclusive no Brasil, onde a bienalidade da safra estará em seu polo positivo, o que significa colheita cheia, estimada em cerca de 55 milhões de sacas de 60 quilos.

O algodão também enfrenta dúvidas em relação à demanda depois de uma certa recomposição da oferta no segundo semestre de 2011, perdeu parte dos ganhos de janeiro e encerrou fevereiro com preço médio 3,47% menor. Após as máximas de janeiro, derivadas do risco de geadas na Flórida, o suco recuou 2,03%, mas manteve-se em elevado patamar graças às barreiras dos EUA a carregamentos importados, inclusive do Brasil, em função da presença de um fungicida proibido por sua legislação.

O destaque positivo em Nova York foi o açúcar, cuja média mensal subiu 2,25% em relação a janeiro. Tradings como a Olam acreditam que o superávit global do produto vai cair 40% na próxima temporada (2012/13), ainda que as projeções para a produção brasileira indiquem aumento. Fundos de investimentos têm comportamento "seletivo Os fundos que investem em contratos futuros de commodities tiveram um comportamento "seletivo" em relação aos mercados agrícolas em fevereiro.

Os números mais recentes da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla inglês), referentes ao balanço da atividade especulativa até o último dia 21, mostra que os investidores ampliaram as apostas na alta dos preços da soja e do açúcar, mas adotaram uma postura cautelosa em relação às cotações de milho, trigo e café.

Desde o fim de janeiro, os grandes especuladores aumentaram em 147% sua posição líquida de compra em futuros de soja, de 35,5 mil para 88 mil contratos. No açúcar, essa posição cresceu pouco mais de 3%, para 96 mil contratos, embora este número seja quase 70% superior ao do início do ano.

A posição líquida é o saldo entre os contratos de compra, com os quais o especulador aposta em uma alta nos preços, e os contratos de venda, por meio dos quais tenta antecipar-se a uma queda.

No mercado de milho, esse saldo era positivo em 190 mil contratos no dia 21, mas o resultado é 2% inferior ao observado no fim de janeiro. Já nos casos do trigo e do café, a queda de braço entre "altistas" e "baixistas" era vencida pelo segundo grupo.

Os mercados agrícolas despertam dúvidas entre os gestores de fundos que aplicam em commodities. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Barclays junto a esse público, apenas 10% dizem esperar que os mercados de GRÃOS tenham o melhor desempenho entre todas as commodities em 2012. Para um grupo maior, 14%, os GRÃOS deverão amargar o pior desempenho.

Mas o sentimento do investidor pode mudar com o decorrer da safra de verão nos Estados Unidos, que começa a ser plantada nos próximos meses. Os baixos níveis dos estoques globais de soja e milho deixam pouca margem para uma quebra significativa da produção americana, o que deverá tornar o mercado extremamente sensível às especulações sobre o clima e a produtividade das plantações. (Valor Econômico)

Cerca de mil pessoas atendidas no Campo Saúde em Mutunópolis

28 de Fevereiro de 2012

O município de Mutunópolis, região Norte do Estado, recebeu na última segunda-feira, 27, uma edição do Programa Campo Saúde. Em frente ao salão paroquial da Igreja Católica da cidade foram realizados cerca de mil atendimentos médicos, confecção de documentos pessoais e ações de cidadania. O evento, promovido e realizado pelo Sistema Faeg/Senar contou, nesta edição, com a participação do Sindicato Rural de Mutunópolis e a prefeitura municipal.

Nas tendas do Campo Saúde, o usuário se consultou com médico oftalmologista, realizou aferição de pressão arterial, teste de glicemia e solicitou documentos pessoais como carteira de trabalho, CPF e corte de cabelo. Além de todos os atendimentos e serviços, as crianças ganharam uma programação especial. Houve animação, brinquedo pula-pula, distribuição de pipoca e algodão doce. Para as mulheres foram oferecidos exames de prevenção contra o câncer do colo de útero no caminhão consultório do programa Útero é Vida, além de manicure.

O presidente do Sindicato Rural de Mutunópolis, Silvio Gomes Brandao, participou de toda a produção e preparação do evento. Durante a abertura do Programa, ele destacou a atuação do prefeito da cidade, Luiz Martins de Oliveira, o Luizinho, na promoção de eventos de cunho social para a população urbana e rural da região. Proporcionalmente à área, Mutunópolis é um dos municípios de maior índice de assentamentos no Estado.

Ao todo, são nove assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no município. Na região, o prefeito desenvolve um trabalho criado por ele mesmo de arar os terrenos desses assentados, o que, de acordo com o presidente do Sindicato, Silvio Gomes Brandão, tem aumentado a produção de grãos na região. “Nosso prefeito está sempre atendo às questões do pequeno produtor rural e isso nos deixa muito bem amparados”, destacou.

Silvio também explicou a atuação do Sindicato Rural na região e fez alguns destaques que pretende que pretende trabalhar este ano. Ele afirma que o pequeno produtor rural deve ter os mesmo benefícios do produtor assentado como casa popular rural e facilidade de acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ele destacou também a isenção de alguns impostos para a produção de leite e a redução de juros de financiamentos.

O superintendente do Senar em Goiás, Marcelo Martins, se mostrou bastante entusiasmado com a realização do evento em Mutunópolis. “É a primeira vez que promovemos o Campo Saúde desse formato, em pelo meio de semana, e pudemos participar de uma ação fantástica que atendeu cerca de mil pessoas”, comemorou. Ele conta que o Sistema Faeg/Senar pretende promover cerca de 50 eventos como este ao longo de 2012.

Marcelo afirma, em nome do presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, que a Faeg e o Senar pretendem reforçar a parceria com o Sindicato Rural de Mutunópolis com a realização de novos treinamentos e cursos de promoção social e capacitação profissional para a melhoria da qualidade de vida e de renda do produtor e trabalhador rural. Outra mensagem levada por Marcelo àquela população foi a sugestão da participação da prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, do Programa Agrinho, o maior programa de estímulo e incentivo à educação pública realizado em Goiás.

O prefeito Luizinho ficou muito entusiasmado com as novidades e afirmou que irá apoiar todas as ações do Sistema Faeg/Senar e Sindicato Rural promovidas no município. Ele aproveitou para entregar quatro kits de combate a dengue e três bicicletas para uma equipe de combate a endemias em Mutunópolis. “Aqui em Mutunópolis nós valorizamos o homem do campo. Em maio vamos fazer uma série de reuniões na zona rural para tratar de suas demandas. Uma ação que promovemos constantemente”, garante o prefeito.

O Campo Saúde foi criado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com objetivo de facilitar o acesso das comunidades rurais, distantes dos centros urbanos, aos serviços básicos de saúde e de cidadania gratuitos e de qualidade. O programa foi lançado em 2008 e se consolidou como a maior ação de responsabilidade social na área da saúde do Sistema Faeg/Senar. A próxima cidade a receber as ações do Campo Saúde será Mara Rosa, também no Norte goiano. O evento será na próxima terça-feira, 28. (Rhudy Crysthian – Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar)

Sistema Faeg/Senar leva Campo Saúde a Mutunópolis

24 de Fevereiro de 2012

O Sistema Faeg/Senar, o Sindicato Rural de Mutunópolis e a prefeitura municipal realizam no próximo dia 27, segunda-feira, o programa Campo Saúde. O evento acontecerá em frente ao salão da Igreja Católica de Mutunópolis. As famílias dos trabalhadores e produtores rurais poderão se consultar durante todo o dia, das 8 às 17 horas, em consultas e exames médicos.

Nas tendas do Campo Saúde, o usuário poderá se consultar com médico oftalmologista, realizar aferição de pressão arterial, teste de glicemia e solicitar documentos pessoais como carteira de trabalho, CPF e corte de cabelo.

Além de todos os atendimentos e serviços, as crianças ganharão uma programação especial. Haverá animação, brinquedo pula-pula, distribuição de pipoca e algodão doce. Para as mulheres, serão oferecidos exames de prevenção contra o câncer do colo de útero no caminhão consultório do programa Útero é Vida, além de manicure.

O Campo Saúde foi criado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com objetivo de facilitar o acesso das comunidades rurais, distantes dos centros urbanos, aos serviços básicos de saúde e de cidadania gratuitos e de qualidade. O programa foi lançado em 2008 e se consolidou como a maior ação de responsabilidade social na área da saúde do Sistema Faeg/Senar. (Texto: Gerência de Comunicação do Sistema Faeg/Senar - Foto: Jana Tomazelli)

Ficha técnica

Campo Saúde
Data: 27 de fevereiro de 2012
Horário: 8 horas
Local: Salão da Igreja Católica de Mutunópolis.

O Perigo de Flertar com a Inflação

24 de Fevereiro de 2012

 

O ex-jogador de futebol Sócrates, morto em dezembro passado, costumava comemorar seus gols com um gesto singelo. Braço estendido e punho cerrado, às vezes acompanhado por discreta corrida em direção à torcida. Era como se quisesse dizer que não havia feito mais do que a sua obrigação.

 

Pois bem, braço estendido e punho cerrado -sem corrida à torcida- é o máximo que o Banco Central deveria se permitir para comemorar o cumprimento da meta de inflação em 2011. Em vez disso, o BC bateu bumbo e foi para a galera. Só faltou subir no alambrado.

 

Não foi adequado. Primeiro, porque não fez mais do que sua obrigação. Segundo, porque a inflação do ano passado ficou exatamente no teto da meta, que é de 6,5%.

 

Formalmente, a meta foi cumprida pelo oitavo ano consecutivo, o que é positivo. Contudo, além de ter batido no limite superior da banda, é preciso ressaltar que, nos dois últimos anos, a inflação ficou na parte de cima da flutuação tolerável, ou seja, entre 4,5% e 6,5%.

 

Neste ano, simplesmente cumprir a meta não é suficiente. O BC precisa fazer com que a inflação convirja consistentemente para 4,5%.

 

Infelizmente, há dúvidas se isso será possível.

 

O controle da inflação exige a combinação de disciplina fiscal e monetária. Mas os economistas nos ensinam que isso não é suficiente.

 

As expectativas dos agentes econômicos também desempenham papel fundamental na tarefa de controlar a inflação. A explicação é simples.

 

Os empresários, quando fixam preços, e os trabalhadores, quando reivindicam aumentos salariais, levam em conta suas expectativas quanto à inflação futura.

 

Se perceberem que a política econômica é tolerante à alta de preços, vão calibrar para cima preços e salários, o que alimentará a inflação e, ao mesmo tempo, elevará os custos para combatê-la no futuro.

 

Em 2011, no campo fiscal, o governo apertou o cinto e, auxiliado pela alta da arrecadação, entregou o superavit primário com o qual se comprometeu. Não é claro se isso se repetirá neste ano, apesar da firme intenção da presidente Dilma nesse sentido.

 

Mas o que preocupa é a perna monetária do arranjo anti-inflacionário, especialmente no que diz respeito às expectativas. O comportamento do BC em sua comunicação com o mercado e com os agentes econômicos tem criado a suspeição de que a instituição não estaria de fato empenhada em levar a inflação para o centro da meta neste ano.

 

A previsão, na prática um compromisso, feita na mais recente ata do Comitê de Política Monetária, de que a Selic irá para um dígito, quando os próprios modelos estatísticos da autoridade monetária mostram que o IPCA subirá para mais de 5% em 2013, também ajudam a piorar as expectativas inflacionárias.

 

E a tarefa de convencer o distinto público de que o alvo é 4,5% fica ainda mais complicada quando declarações de algumas autoridades nos levam a pensar que o governo estaria disposto a tolerar uma inflação um pouco mais alta para garantir crescimento econômico mais robusto.

 

Esse é um erro monumental. Especialmente no Brasil, cuja economia, em passado relativamente recente, foi corroída por anos de inflação desenfreada. São apenas efêmeros os efeitos positivos que o relaxamento do combate à inflação pode produzir sobre a economia.

 

Duradouro mesmo é o efeito corrosivo da inflação sobre a renda das pessoas, especialmente das mais pobres, que, normalmente, não têm instrumentos para se defender da alta dos preços nem meios para garantir que suas remunerações sejam reajustadas de acordo com a inflação passada.

 

Avaliar que um pouco mais de inflação não faz mal é como dizer a uma pessoa obesa que está empenhada em emagrecer que um pedaço a mais de bolo não lhe fará mal algum. Certamente ela não se restringirá a apenas esse pedaço.

 

Como disse corretamente a presidente Dilma na mensagem que encaminhou ao Congresso por ocasião da abertura dos trabalhos legislativos de 2012, a condução da política econômica neste ano exigirá "disciplina e ousadia". Ousadia inclusive para cortar pela raiz qualquer flerte com a inflação. 

 

*Kátia Abreu, 50, senadora (PSD-TO) e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Brasil quer retomar exportações para EUA

23 de Fevereiro de 2012

Recuperação da economia americana e desaceleração chinesa fazem governo rever estratégia para balança comercial

A retomada da economia americana e as perspectivas de um crescimento mais lento da China levaram a presidente Dilma Rousseff a determinar aos ministérios do Desenvolvimento e da Fazenda a elaboração de uma estratégia agressiva para recuperar o espaço perdido nos últimos anos, nas exportações do Brasil para os Estados Unidos. A ideia é aproveitar o momento de recuperação para ocupar esse vácuo com medidas em várias frentes. Estão em estudo iniciativas como a abertura do mercado de carne in natura e a negociação do fim das sobretaxas aplicadas ao suco de laranja e ao açúcar.

Em outra frente, o governo brasileiro cogita uma parceria com os Estados Unidos para uma atuação conjunta dos dois países na disputa pelo mercado chinês. Ambos são grandes fornecedores de soja, carne e frango aos chineses e poderiam, por exemplo, tentar negociar em conjunto essas vendas para ganhar força. Outra estratégia seria a de os dois países entrarem juntos na briga contra o ingresso maciço de produtos chineses de baixa qualidade ou preços abaixo do valor de mercado.

Dilma visitará os EUA no início de abril
Também estão no cardápio campanhas promocionais diferenciadas dos produtos brasileiros nos estados americanos, de forma a explorar as peculiaridades de cada um.
- (Os estados) são muito diferentes entre si. Cada um tem as suas peculiaridades, e, por isso, é preciso levá-las em consideração - disse um integrante do governo.

Pelo menos parte dessa estratégia deve ser concluída até a viagem da presidente Dilma aos EUA, no início de abril.

O país já foi o maior parceiro comercial do Brasil, chegando a abocanhar uma fatia de 25% das exportações brasileiras, mas perderam a liderança para a China em 2009. Em 2011, sua participação na pauta de exportações brasileiras ficou em 10%, de acordo com dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). De 2000 até o ano passado, o saldo comercial com os americanos passou de um superávit de US$ 300 milhões para um déficit de US$ 8,2 bilhões no ano passado, acumulando prejuízo de US$ 17 bilhões para a balança em apenas cinco anos. O resultado de 2010 representa o maior saldo negativo obtido pelo país na balança com os americanos e é o pior desempenho com um parceiro comercial.

Estudo da AEB indica que, "depois de expressivos superávits comerciais até 2008, o Brasil passou a gerar expressivos montantes de déficit, os quais se aproximam dos mais elevados níveis de superávits já alcançados, indiretamente anulando os ganhos comerciais obtidos". O documento lembra ainda que, nas Américas, o Brasil só tem déficit comercial com EUA, Canadá, México, Costa Rica e Bolívia, sinalizando que o nível de competitividade nesta região é maior que em mercados da Europa, Ásia e até mesmo na África.

Parcela importante das compras americanas ainda são de manufaturados. Embora este percentual tenha oscilado próximo de 77%, entre 2001 e 2003 - quando começou a cair - manteve-se em 45,3% no ano passado. Para a China, os manufaturados representaram 4,6% do que o país exportou em 2011.

Para AEB, foco na China foi decisão política
De acordo com o estudo da AEB, o mercado dos Estados Unidos sempre foi o principal destino das exportações de manufaturados brasileiros, "mas a decisão política tomada na década passada de relegar a segundo plano o maior mercado importador do mundo, sem realizar uma única missão ou promoção comercial governamental naquele mercado, e ainda a dificuldade adicional gerada pela valorização do real, provocou queda em valor nas exportações brasileiras de manufaturados e também expressiva redução de 75% na participação percentual".

Em 2011, o valor das exportações de manufaturados para o mercado americano foi apenas 0,6% maior que o valor de 2002, apesar de nesse período o total das exportações brasileiras ter crescido 323% e de manufaturados 179%. O documento da AEB ainda destaca que, em 2002, dos dez principais produtos exportados pelo Brasil, sete eram manufaturados e três, commodities. Em 2011, sete eram commodities e apenas três manufaturados. (Vivian Oswald - O Globo) 

Expansão da soja só "poupa" região Sudeste

22 de Fevereiro de 2012

Quem vê a atual importância da soja para o agronegócio do país muitas vezes perde de vista o alcance e a velocidade de sua expansão no campo brasileiro e como essa "especialização nacional" na cadeia produtiva do grão foi vital para a valorização do setor como um todo nas últimas décadas.

Ainda que muitos especialistas tenham razão em apontar os riscos de uma concentração excessiva de um setor em torno de um único produto, a expansão do Brasil na soja se confunde com o reconhecimento internacional do país como "celeiro do mundo", renovado nesse início de milênio com a aceleração da demanda global por alimentos, puxada por emergentes.

Em seu último "Boletim Regional", o Banco Central apresenta estatísticas que não deixam essa influência da soja passar despercebida. E na comparação entre dados de 1995 e de 2010, é possível perceber um movimento relativamente contínuo de avanço, que deverá ter prosseguimento.

O domínio da soja, que começou a ser cultivada no Brasil no início do século passado, no Rio Grande do Sul, ganhou seus primeiros contornos na década de 70, após a expansão promovida por gaúchos e paranaenses no Centro-Oeste, em propriedades maiores, mecanizadas e mais eficientes. Mas mesmo no Norte e no Nordeste o grão ganhou bastante relevância.

Na média anual do período entre 1995 e 1997, a oleaginosa já representava 15,7% do valor bruto da produção (VBP) das principais culturas agrícolas do país, mas perdia para a cana, que "mordeu" 16,1% do VBP no intervalo, segundo dados do IBGE compilados pelo BC. Com uma evolução quase constante desde então, a soja entrou nos anos 2000 já como líder em VBP agrícola, e chegou ao triênio 2008-2010 com uma participação média de 25,8% no valor consolidado.

A cana, cultivo tradicional desde os tempos coloniais, passou a "disputar" com o milho a segunda posição, mas prevaleceu no período entre 2008 e 2010, com fatia média de 16,5%. O milho permaneceu em terceiro e café e arroz mantiveram-se na lista das "cinco mais", mas com pesos menores.

Vale notar, ainda, que das culturas que encabeçam o VBP do campo, a soja, dada sua forte expansão, foi a única que de 2005/2007 a 2008-2010 registrou, apesar de alguns percalços, crescimentos médios anuais em área colhida (5,4%), rendimento (1,7%), produção (7,2%), preço (0,2%) e valor (7,3%). Nos preços domésticos, por exemplo, os quatro outros produtos que encabeçam o rol apresentaram variações médias anuais negativas.

As projeções disponíveis indicam que há poucas mudanças nessa tendência em 2012. Estimativa mais recente do Ministério da Agricultura para o VBP das 20 principais culturas agrícolas do país aponta para R$ 214,6 bilhões no total, 2,7% mais que em 2011 (R$ 214,6 bilhões) e liderado por Sudeste (R$ 70,4 bilhões), Centro-Oeste (R$ 53,1 bilhão), Sul (R$ 51,7 bilhões), Nordeste (R$ 28,1 bilhão) e Norte (R$ 7,1 bilhões). Em 2000, foram cerca de R$ 100 bilhões.

A soja vai manter sua já tradicional liderança nesse ranking, com previsão de VBP de R$ 51,2 bilhões, mas o valor estimado é 5,2% inferior ao de 2011 e sua fatia no total deverá cair para 23,8%. Isso porque, apesar do aumento de 2,4% da área plantada nesta safra 2011/12, a colheita deverá diminuir 8,1% por conta de adversidades climáticas e seus preços poderão cair em meio às turbulências globais.

No ciclo atual, os 24,8 milhões de hectares calculada pela Conab correspondem a 48% da área plantada total de grãos estimada, enquanto as 69,2 milhões de toneladas esperadas representam 44% da colheita esperada.

Chama a atenção, ainda, o fato de a expansão da soja ser marcante em quase todas as regiões do país, exceto no Sudeste, onde a cana, "onipresente" em São Paulo, expandiu seu reinado. Mesmo no Nordeste, outro tradicional reduto canavieiro, o que mais chama a atenção é o salto da participação da soja no valor bruto da produção. A fatia passou de 4,4% no biênio 1995-1997 para 14,2% em 2008-2010. A cana viu sua participação cair de 23,8% para 16,7%.

Se no Sul e no Centro-Oeste o avanço da soja é mais visível, no Nordeste ela se dá sobretudo no Cerrado de Maranhão e Piauí, dois dos três vértices do chamado "Mapito", compreendido também por regiões de Cerrado de Tocantins.

No Norte, onde o grão avançou mas ainda perde para a mandioca, boa parte da expansão aconteceu em áreas degradadas inicialmente pela pecuária, e a fatia de 0,4% no VBP entre 1995 e 1997 engordou para 15,7% de 2008 a 2010.(Fernando Lopes - Valor Econômico) 

Governo parece ter optado por uma nova prioridade

16 de Fevereiro de 2012

Levando em conta as múltiplas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a política econômica do governo sofrerá neste ano uma profunda modificação: o consumo doméstico como base do crescimento econômico dará lugar aos investimentos, que deveriam ser a fonte principal desse crescimento.

Parece evidente que um aumento do consumo - que depende de elevação dos salários, expansão do crédito, redução da taxa de juros e dos gastos do governo com custeio - abre caminho para mais inflação e para o desequilíbrio nas contas externas.

O fato é que o governo, ao apoiar o crescimento econômico no aumento do consumo doméstico, parece ter esquecido de estimular a produção da indústria nacional, exceto, justamente, a dos bens cuja produção depende de componentes importados, como automóveis, aparelhos eletrodomésticos ou informáticos, por meio da redução do IPI, o que gerou grande aumento de gastos com compras no exterior, que foram ainda mais estimuladas por uma taxa de câmbio bastante valorizada durante um tempo.

Criou-se um clima de favorecimento à ascensão das classes menos favorecidas a esses bens, mas a um custo cada vez mais elevado.

Se for dada prioridade aos investimentos, desde que acompanhada de uma redução das despesas de custeio do governo e de firme determinação para que esses investimentos sejam bem planejados, evitando acumular obras realizadas pela metade, isso será certamente muito mais eficiente no atual contexto econômico.

É fato comprovado que qualquer investimento na infraestrutura do País eleva a produtividade da indústria nacional, que assim pode reduzir seus custos de produção e aumentar sua capacidade de exportação.

Sem dúvida, cumpre tomar consciência da natureza dos investimentos, pois eles trazem distribuição de renda antes de ser obtida melhoria das condições do setor produtivo. Desse modo, os investimentos contribuem para o aumento da demanda doméstica, mas, com certeza, mais adiante contribuirão para reduzir os custos de produção e elevar as receitas externas.

É mais fácil financiar investimentos do que despesas de consumo, que implicam um risco muito maior de inadimplência. Todavia, é preciso também tomar medidas para estimular a modernização da indústria nacional, para que ela se prepare para utilizar melhor os recursos postos à sua disposição e reduzir as importações. Mas a tarefa mais importante cabe ao governo, que teria de reduzir seus gastos de custeio.(Editorial Econômico - O Estado de São Paulo)

Produção de açúcar aumenta rentabilidade da lavoura

16 de Fevereiro de 2012

O fornecimento de cana para a produção de açúcar garantiu melhor remuneração aos produtores nas últimas três safras, principalmente nas regiões de expansão, onde estão os Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que passaram a ter destaque na atividade canavieira nos últimos anos, formando uma nova fronteira agrícola para a cultura. Na safra 2011/2012, foi registrado o melhor cenário, com margem de lucro de 37,63% para quem optou por vender a produção para a fabricação de açúcar nestas localidades.

Esta constatação está no boletim Ativos da Cana-de-açúcar, publicação elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O estudo, realizado com base no levantamento de informações sobre os custos de produção das principais regiões produtoras do País, mostra que a comercialização da matéria-prima para as usinas de açúcar gerou mais rentabilidade em relação à venda de cana para a produção de etanol. (CNA)

Brasil amplia potencial de comércio com a China

14 de Fevereiro de 2012

Ministro Mendes Ribeiro anuncia que país asiático vai aumentar o número de frigoríficos brasileiros autorizados a vender carnes suína, bovina e de aves.

Novos frigoríficos brasileiros serão habilitados a exportar carne bovina, suína e de aves para a China. A ampliação do comércio bilateral foi anunciada pelos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e Zhi Shuping, da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena, da China. O anúncio ocorreu durante a 2ª Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizada em Brasília, nesta segunda-feira, 13 de fevereiro. O Vice-Presidente da República, Michel Temer, chefiou a delegação brasileira, e o Vice-Primeiro Ministro da China, Wang Qishan, a delegação chinesa.

Ao término das atividades, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, fez um balanço dos resultados obtidos com a visita da comitiva chinesa ao Brasil. Entre eles, Mendes Ribeiro destacou, como um dos principais avanços, o comprometimento do governo chinês em acelerar e finalizar o processo de habilitação de novos frigoríficos para exportar carne suína, de aves e bovina para aquele país. Na ocasião, também se tratou da ampliação das áreas autorizadas a exportar tabaco e da autorização para exportação de milho.

“Nos últimos dois anos estabeleceu-se, por meio da Cosban, um mecanismo eficaz de cooperação Brasil-China nas áreas sanitária e fitossanitária, com avanços e progressos para ambos os países”, destacou o ministro Mendes Ribeiro. Segundo ele, os governos dos dois países querem reforçar cada vez mais a cooperação e estão todos prontos para resolver, por meio de consultas, os problemas relacionados à inspeção, que impeçam o comércio bilateral de alimentos e produtos agrícolas. O ministro informou, ainda, que a partir dos entendimentos alcançados durante a Cosban, os dois governos vão aprofundar a implementação do plano decenal Brasil-China, aprovado em 2010 O plano engloba ações a serem anunciadas durante visita do Primeiro-Ministro da China ao Brasil, prevista para o próximo mês de junho. Para dar sequência às negociações, Mendes Ribeiro Filho estuda a possibilidade de ir a Pequim no final de março.

Carne suína

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) espera que 15 novos estabelecimentos de suínos sejam autorizados a exportar para a China ainda no primeiro semestre de 2012. O serviço de inspeção veterinário chinês está analisando a documentação e vai decidir se aprova esses estabelecimentos com base na análise dos relatórios de ações, que deve ser concluída até junho de 2012. Além disso, a autoridade sanitária chinesa deverá realizar visita in loco a dez desses estabelecimentos.

Carne bovina e de aves

O serviço veterinário chinês comprometeu-se, também, a acelerar a revisão de documentos para habilitação de mais nove estabelecimentos para exportar carne bovina ao país asiático. Além disso, governo do país asiático recebeu 47 questionários de estabelecimentos avícolas brasileiros, que estão em fase de análise. A autoridade sanitária chinesa vai organizar missões de inspeção a esses estabelecimentos de aves até o próximo mês de abril.

Tabaco

Requisitos fitossanitários para a exportação de folhas de tabaco para a China também foram discutidos. O governo chinês está finalizando o processo de habilitação dos estados da Bahia e Alagoas, o que deve ser feito após o serviço fitossanitário daquele país verificar alguns procedimentos legais que faltam para fechar a negociação. Finalizada essa etapa, a documentação para habilitação dos estados de Santa Catarina e Paraná também será analisada.

Milho

A abertura do mercado chinês para o milho brasileiro também foi discutida. O governo chinês vai enviar uma equipe de especialistas ao Brasil, em março próximo, para realizar visitas nas áreas de produção de milho. Dessa forma, os chineses pretendem agilizar e concluir a análise de risco do cereal brasileiro.

Saiba mais

Principal destino das exportações brasileiras do Agronegócio, a China foi responsável por mais de 17% do total exportado pelo Brasil em 2011, somando US$ 16,5 bilhões. O valor supera em 50% a receita de 2010, quando as vendas para aquele país totalizaram US$ 11 bilhões. Os principais produtos exportados em 2011 foram soja em grãos (US$ 10,9 bilhões), celulose (US$ 1,3 bilhão) e açúcar (US$ 1,21 bilhão). Esses produtos representaram, em conjunto, 81,6% do total das exportações do agronegócio para o país.

A Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) é o mecanismo permanente de alto nível entre os governos do Brasil e da China. A estrutura é composta por onze Subcomissões, responsáveis pela discussão de assuntos ligados à área política; econômico-comercial; econômico-financeiro; de inspeção e quarentena; de agricultura; de energia e mineração; de ciência, tecnologia e inovação; espacial; de indústria e tecnologia da informação; cultural, e educacional.(Assessoria de Comunicação Social Mapa) 

Carnes lideram exportações do agronegócio no primeiro mês do ano

10 de Fevereiro de 2012

boiada 24 thumbAs exportações brasileiras do agronegócio finalizaram o primeiro mês de 2012 com o montante de US$ 4,88 bilhões, 5,3% abaixo dos valores registrados em janeiro de 2011, US$ 5,15 bilhões. No âmbito das importações, houve decréscimo de 4,5% quando comparado com os números de igual período do ano passado, atingindo-se a marca de US$ 1,19 bilhão. O saldo da balança comercial do agronegócio um superávit de US$ 3,69 bilhões, US$ 215 milhões abaixo do saldo encontrado em janeiro do ano precedente.

Houve queda na participação do agronegócio nas exportações brasileiras totais, passando de 33,9% em 2011 para 30,2% nesse primeiro mês de 2012. Os principais setores exportadores do agronegócio nacional nesse mês foram: carnes (US$ 1,14 bilhão); produtos florestais (US$ 702 milhões); complexo soja (US$ 685 milhões); café (US$ 605 milhões); e complexo sucroalcooleiro (US$ 372 milhões). O principal responsável pelo recuo das exportações nesse período foi o complexo sucroalcooleiro, com uma queda de 52,7% em relação a janeiro de 2011 ou US$ 413 milhões a menor.

O setor produtivo de carnes foi o principal exportador do agronegócio no mês de janeiro de 2012, com um patamar de US$ 1,14 bilhão em vendas ao exterior ou 23,3% do total exportado pelo agronegócio brasileiro no período. As importações de produtos agrícolas também apresentaram queda no mês (-4,5%), com o montante de US$ 1,19 bilhão. O trigo foi o grande responsável por esse recuo, pois com importações de US$ 36 milhões e decréscimo de 77,0% sobre 2011, deixou de ser o principal item da pauta importadora.

O principal parceiro brasileiro permanece sendo a China, com a cifra de US$ 388,8 milhões e 8,0% de participação no total exportado pelo agronegócio brasileiro. Esses números representaram um crescimento das vendas em relação a janeiro de 2011 da ordem de 51,6% para esse parceiro asiático, além de um aumento da participação chinesa nas exportações agrícolas brasileiras de 3,0 pontos percentuais. O segundo principal país a importar os produtos do agronegócio do Brasil foram os Estados Unidos, com um valor de US$ 388,2 milhões (-1,5%) e participação de 8,0%, seguidos pelos Países Baixos (US$ 320,6 milhões) e Alemanha (US$ 242,4 milhões). (Fonte: Leonardo Machado, assessor técnico da Faeg para a área de cereais, fibras e oleaginosas)

Brasil deve buscar novos mercados para carne

10 de Fevereiro de 2012

O Brasil deve focar em novos mercados para ampliar suas exportações de carne, projeta Paulo Molinari, economista e analista da Safras & Mercado. Para ele, a Europa é um nicho de mercado valioso, mas a obsessão brasileira em atender as exigências sanitárias fez o Brasil perder oportunidades em outras regiões. “Esquece a Europa, temos de buscar quantidade”, sugeriu ao público no encontro de confinadores realizado pela Premix, em Campinas, São Paulo, nessa terça e quarta-feira.

A explicação se fundamenta na gradual queda das exportações brasileiras de carne bovina de 2007 a 2011. No período, o Brasil registrou diferença de 32,2% na quantidade. Se em 2007 foram embarcadas 1,618 milhão de toneladas, no ano passado foram 1,097 milhão de toneladas. “Devemos focar na Ásia, Caribe e África, regiões com alta demanda e que já importam do Brasil”, aponta. A maior demanda contribui para o aumento da produção, melhoria no manejo, facilita o escoamento e a liquidez do mercado interno.

Para acompanhar a análise de Paulo Molinari clique em “Ver Vídeo”

Ele ainda salienta que o avanço da agricultura em tradicionais áreas de pecuária, como o Triângulo Mineiro, deverá ser registrado também no leste do Mato Grosso até o sul do Pará. “Em cinco anos o cenário da pecuária será outro”, estima Molinari. A intensificação da produção dobrará a quantidade de animais confinados no período e elevar a quantidade de propriedades com o semi-confinamento.

Molinari também destaca que não há motivo para preocupação com preço nem com escassez de oferta de milho para 2012. Isso porque, mesmo com a quebra de produção na Região Sul, a safra nacional será maior que a de 2011. “Basta acompanhar as notícias sobre a safra norte-americana de maio. Caso venha a quebrar a safra por lá, aí sim valerá à pena adquirir o cereal antecipadamente”, avalia. (Fonte: Portal DBO)

Atacado de carne bovina sem osso trabalha pela primeira vez em alta

10 de Fevereiro de 2012

Depois de patinar em função do consumo lento, típico de janeiro, e não conseguir sustentação na primeira semana de fevereiro, quando era esperado melhora nas vendas de carne, o mercado se recuperou.

Embora a valorização seja tímida, de 0,4% em relação à semana passada, demonstra uma mudança de comportamento.

No entanto, assim como vinha ocorrendo desde o início de 2012, a demanda é melhor para os cortes de dianteiro.

Considerando que o mercado de carne bovina sem osso recuou 10,0% entre janeiro e a primeira semana de fevereiro, a recuperação é pequena.

A demanda lenta é o principal fator baixista para o mercado do boi gordo. (Fonte: Scot Consultoria).

Ministério define novas regras para a classificação do arroz

9 de Fevereiro de 2012

A partir de agora, o classificador deverá verificar o percentual de grãos “rajados” no arroz e não mais a quantidade de grãos vermelhos e pretos. A medida iguala o modo de avaliação da matéria-prima (arroz em casca) à avaliação do produto final (arroz beneficiado). O texto muda a redação da Instrução Normativa nº 6, de 16 de fevereiro de 2009.

De acordo com o Departamento de Qualidade Vegetal do Mapa, essa análise será realizada no processamento do produto, ou seja, a matéria-prima irá passar pelo beneficiamento para a retirada da casca e depois será submetida ao “brunimento” ou polimento. A mudança vale para o arroz em casca natural e para o arroz em casca parboilizado. Essa IN revoga a Instrução Normativa n° 11, de 11 de março de 2011, que perderia sua validade a partir do dia adm/2012 e sugeria a avaliação do arroz pelo percentual de grãos vermelhos e pretos.

O arroz do subgrupo em casca natural é o mais utilizado pelos produtores para venda ao poder público (PGPM). Os outros subgrupos são mais usados pelas indústrias. O governo deve observar essa alteração ao comprar e vender o arroz. Os novos parâmetros nacionais também valem para importar o produto.

O regulamento técnico aplica-se aos grãos provenientes da espécie Oryza sativa L. Esse produto é classificado em grupos (formas de apresentação: em casca ou beneficiado), subgrupos (natural, parboilizado, integral, polido, parboilizado integral e parboilizado polido), classes (curto, médio, longo, longo fino e misturado) e tipos (de acordo com a quantidade de grãos defeituosos). Nesses casos, existem tipos de 1 a 5, sendo que o primeiro é de melhor qualidade.

Para os demais tipos de arroz, continuam as regras da Instrução Normativa n° 6/2009, que estabelece o Regulamento Técnico do grão. O documento definiu o padrão oficial de classificação, com os requisitos de identidade, qualidade, modo de apresentação e de rotulagem do produto e foi elaborado por técnicos do Ministério da Agricultura em conjunto com representantes da cadeia produtiva.

Saiba Mais

É considerado arroz o grão proveniente da espécie Oryza sativa L. O tipo em casca natural é aquele produto que, antes do beneficiamento, não passa por qualquer preparo industrial ou processo tecnológico. A classificação do arroz se dá por tipos 1, 2, 3, 4 e 5, sendo o primeiro o que possui a menor quantidade de grãos defeituosos. (Fonte: Ministério da Agricultura)

Projeto propõe que frigoríficos forneçam informações detalhadas sobre bovinos encaminhados para abate

9 de Fevereiro de 2012

Um projeto de lei, em análise no Congresso Nacional, propõe que os frigoríficos forneçam ao Ministério da Agricultura informações detalhadas sobre todos os bovinos encaminhados para abate. A intenção é acabar com o abate clandestino no país e tornar mais transparente a relação de preços praticada pelos frigoríficos.

Com a medida, os produtores acreditam que, ao vender animais mais nobres, como o novilho precoce, passarão a ter uma remuneração melhor. Já a Associação Nacional dos Frigoríficos é contra o projeto de Lei.

Em análise há sete anos no Congresso Nacional, o projeto de lei determina que os frigoríficos forneçam até cinco dias após o abate informações detalhadas sobre os bovinos. Dados como idade, sexo, peso e o preço pago pelo animal teriam que ser repassados ao ministério. Para o governo, a medida dará maior transparência nas relações comerciais.

— O poder de compra de uma determinada rede de comércio pode ser maior do que outras e existirem preços diferentes. Creio que se realmente esse projeto vingar, vai dar uma transparência maior. Todos poderão conhecer melhor a sua posição em relação à posição dos concorrentes — afirma o diretor de Programa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Ênio Marques.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as informações detalhadas já são uma prática adotada por outros países como os Estados Unidos e o Uruguai e podem representar uma melhor remuneração para os pecuaristas.

— Se ele está oferecendo um animal mais novo, um animal bem acabado, lógico que tem que ganhar mais do que um que não está oferecendo isso ou está oferecendo uma vaca velha — avalia Antenor Nogueira, presidente do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da CNA.

A proposta original previa apenas a exigência para os frigoríficos com registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF), o que abriria brecha para o descumprimento da exigência nas inspeções estaduais e municipais. A relatora do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Ana Amélia Lemos, irá estender a determinação para todas as entidades. A matéria teria ainda outra finalidade.

— A minha interpretação é que o objetivo do autor, deputado Ronaldo Caiado, é ampliar o grau de formalidade num setor, onde o abate clandestino é muito grande. E o abate clandestino é ruim para o pecuarista, é ruim para o consumidor, é ruim para o fisco, é ruim para a sociedade. Do ponto de vista da saúde pública, você não sabe qual é a origem de um animal abatido clandestinamente — avalia a senadora pelo PP do Rio Grande do Sul.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) alega que o projeto de lei não trará melhorias para os produtores, uma vez que os preços são formados pela lei da oferta e da procura. E que as informações exigidas já seriam do conhecimento do poder público por meio da Nota Fiscal Eletrônica. A Abrafrigo afirma ainda que o projeto caracteriza preconceito contra o setor frigorífico e aumentará a burocracia. (Fonte:CANAL RURAL)

Diretoria do Sindicato Rural de Porangatu estiveram presente no Seminário Regional de Comercialização Agrícola 2012 em Uruaçu/GO

8 de Fevereiro de 2012

O município de Uruaçu, região norte do Estado, foi o último a receber uma das rodadas do Seminário Regional de Comercialização de Grãos e Mercado Agrícola 2012 promovido pelo Sistema Faeg/Senar e Sindicatos Rurais e o Presidente do Sindicato Rural de Porangatu Carlos José Garcia, os diretores Antonio Anselmo, Weliton Ferreira e representantes da empresa Casa do Criador estiveram presente no evento. O encontro foi realizado no Tatersal do Sindicato Rural do município, terça-feira (07), às 18 horas. O evento teve como objetivo levar às regiões produtoras de milho, soja e algodão do Estado, informações sobre as perspectivas do mercado para a comercialização da produção.

No encontro, realizado anualmente antes do início da colheita da safra de grãos, os produtores, que estão em plena safra, receberam orientações sobre as perspectivas de comercialização, o desempenho do mercado, as condições de armazenamento da safra e qual cenário econômico poderão encontrar no momento da venda da produção. Durante o Seminário, em Uruaçu, o consultor de mercado financeiro, Fernando Muraro, realizou uma apresentação sobre os fundamentos de mercado e a formação de preços, a situação de abastecimento de grãos, cenário brasileiro e rentabilidade, entre outros assuntos.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, o ano novo chega em meio a incertezas quanto ao comportamento da economia mundial, especialmente da Europa. “Esse cenário exige prudência por parte dos produtores rurais”, alerta José Mário. De acordo com ele, cautela ainda é a palavra chave. Segundo o assessor técnico da Faeg para a área de cereais, fibras e oleaginosas, Leonardo Machado, a comercialização da safra 2011/12 de soja será feita com preços médios interessantes para o produtor. “Ainda não dá para saber se vai ficar acima do que foi pago em 2011, mas acredito que os produtores terão resultado positivo em relação à comercialização da safra”.

Comercialização antecipada

Os produtores, orientados por consultores da Faeg, procuram negociar sua produção antecipadamente para segurar melhores preços. Medida usada para aproveitar preços remuneradores no momento de se fechar o contrato. Incertezas para o período de colheita são apontadas por consultores como fatores que influenciaram o maior número de vendas futuras.

Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, aumentou o porcentual da safra brasileira de soja comercializada antecipadamente. De acordo com a consultoria, até o final de novembro já havia sido negociada 40% da produção de soja, estimada em 75,3 milhões de toneladas. O índice supera a média de 29% registrada para a transação nos últimos cinco anos. A prática também é utilizada por produtores de outras culturas, como as de milho e algodão. Para o produtor de feijão, que ainda tem a venda restrita ao mercado físico, a expectativa de preço é superar o mínimo estipulado pelo governo federal de R$ 72,00 a saca.

Um levantamento da empresa de consultoria Agrosecurity estima que em Goiás, considerando os municípios do sudoeste, Rio Verde, Jataí e Mineiros, 35% da safra de soja tenha sido comercializada até 20 de novembro e, desse montante, 16% foi por troca e o restante por modalidade de contrato futuro. Nos três municípios, a operação de troca foi maior entre abril e junho. Na safra anterior, no mesmo período, a comercialização antecipada de soja havia sido de 28%.

Esclarecimento aos produtores rurais de Goiás referente a adequação à “Escrituração Fiscal Digital - EFD” e a obrigatoriedade da emissão da “Nota Fiscal Eletrônica para a comercialização do milho”

8 de Fevereiro de 2012

Senhore (a)s Produtore (a)s,

Informamos que a FAEG conseguiu, mediante reunião realizada com a SEFAZ no dia 07/02/2012, adiar o prazo para a obrigatoriedade da adequação à Escrituração Fiscal Digital – EFD e para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica para a comercialização do milho (apenas para os produtores que possuem bloco de nota próprio).

Com essa prorrogação, todos os produtores agropecuários do Estado de Goiás que possuem bloco de nota fiscal próprio (que estão inseridos na IN 673) e que fazem o seu processo de escrituração fiscal (livros fiscais) em papel (meio físico), terão até o dia 30/04/2012 para se adequar e realizar o seu processo através da “Estruturação Fiscal Digital - EFD”. Lembramos que o prazo dado anteriormente era a partir do dia 01/03/2012.

No caso da obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica para a comercialização do milho (somente para os produtores que possuem bloco de nota próprio), onde o prazo começou a vigorar a partir do dia 01/02/2012 também foi para 30/04/2012.

No caso da EFD os contribuintes/produtores que tem bloco de nota próprio e ainda estão na condição de pessoa física (CPF), para realizar seu processo de EFD, deverão se adequar e migrar para pessoa jurídica (CNPJ), devendo providenciar a adequação pertinente até o prazo de 30/04/2012. Segundo a SEFAZ o sistema da Receita Federal não permite a EFD por meio de CPF, mas apenas para CNPJ.

A obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital consta do Convênio ICMS 143 de 15/12/2006 e ajuste SINIEF 02/2009. O Convênio menciona que a partir de janeiro de 2012, ressalvadas as exclusões previstas na I. N. 1.020/2010-GSF, todos os demais contribuintes do ICMS que não se enquadraram na obrigatoriedade em outros períodos (art. 4ºA, II da I. N. 1.020/2010-GSF), deverão se enquadrar a partir de 01/01/2012.
De acordo com o referido Convênio, a obrigatoriedade se iniciou em 01/01/2012 para todos os segmentos econômicos. No entanto, devido à complexidade do setor rural, a SEFAZ inicialmente deu um prazo para a adequação dos produtores rurais até o dia 01/03/2012 e que a FAEG em reunião com a própria Secretaria no dia 07/02/2012 conseguiu postergar para 30/04/2012.

É importante mencionar que no Estado de Goiás, temos 446 produtores que ainda devem se adequar à nova regra da EFD. Os demais, ou já possuem CNPJ e já estão adequados à nova legislação, ou não possuem bloco próprio e emitem nota fiscal por intermédio de Órgão Fazendário (AGENFAS). Neste último caso, a situação permanece a mesma da atual.

A FAEG assim que tomou conhecimento da referida medida, solicitou uma reunião com a SEFAZ para discutir o assunto. Bem, ouvimos atentamente a explanação da Secretaria. A mesma mencionou que apenas está cumprindo o que determina o Convênio 143, que diz respeito a "ESTRUTURAÇÃO FISCAL DIGITAL" em que todos os empreendedores, sejam industriais, comerciais ou agropecuários, deverão ter sua escrituração fiscal por meio digital, através da EFD.

Como representantes dos produtores, a FAEG indagou que o setor agropecuário é um setor complexo e tem aspectos que o diferenciam dos demais segmentos e, para tanto, deveriam ter um tratamento adequado às suas particularidades. Um dos questionamentos levantados foi do aumento dos custos que incorrerão os produtores em ter de passar de pessoa física para pessoa jurídica.

Sugerimos que o segmento rural teria que ter um tempo maior para adequação, até para discutirmos melhor e podermos promover as adequações necessárias para o atendimento da legislação, prazo este que conseguiu prorrogar de 01/03/2012 para 30/04/2012. A SEFAZ, por meio de INSTRUÇÕES NORMATIVAS INTERNAS, já está informando os produtores sobre o novo prazo para se adequarem à EFD.

A SEFAZ também informou que a partir do dia 30/04/2012, os produtores que não se adequarem ao processo de Escrituração Fiscal Digital, poderão ter dificuldades de emitir a nota fiscal própria devido o fato do seu processo de escrituração não estar adequado à EFD.

No caso da emissão da Nota Fiscal Eletrônica sobre a comercialização do milho, mediante o fato do sistema não estar disponibilizado via on-line (internet) e somente nas AGENFAS, prejudicando os produtores que tem bloco de nota próprio, uma vez que teriam que se deslocar aos órgãos fazendários para a emissão das suas notas fiscais, a FAEG também conseguiu que o prazo fosse adiado até o dia 30/04/2012. A partir deste prazo o produtor deverá se adequar à EFD e passará a emitir nota fiscal eletrônica.

Quaisquer dúvidas ou esclarecimentos favor entrar em contato com a Gerência de Escrituração Fiscal Digital, pelo telefone 3269-2444 ou 3269-2413 na SEFAZ.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Informamos que essas alterações só valem para os produtores agropecuários que possuem nota fiscal ou processo de escrituração próprio. Aqueles que não possuem bloco de nota fiscal próprio e que emitem suas notas fiscais via AGENFAS a situação permanece a mesma, sem alterações.
 

Presidente da CNA faz palestra sobre os desafios da agropecuária brasileira na Universidade de Harvard

8 de Fevereiro de 2012

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, falará sobre os cenários de crescimento da agropecuária brasileira - produção e sustentabilidade, na próxima quinta-feira (9/2), no David Rockefeller Center for Latin American Studies, da Universidade de Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos. Participam do encontro professores e alunos do Programa de Estudos Brasil, reunidos para debater os desafios do agronegócio brasileiro para alimentar o mundo de forma sustentável. O workshop foi organizado pelos professores Aldo Musacchio, da Harvard Business School, e o professor Bem Schneider, do MIT (Massachussets Institute of Technology).

Fundada em 1636 e considerada uma das melhores universidades do mundo, Harvard conta entre seus professores com nada menos do que 43 prêmios Nobel e alunos ilustres, como o presidente norte-americano Barack Obama e Bill Gates, fundador da Microsoft. Logo após a palestra, a presidente da CNA visitará o MIT Open Course Ware, centro universitário de educação e pesquisa privado e um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia.

Na sexta-feira, a senadora Kátia Abreu se encontra com o professor Daniel P. Sharag, diretor do Harvard University Center for the Enviroment, assessor do Presidente Barack Obama e do ex-vice-presidente Al Gore, considerado um dos maiores especialistas do mundo em mudança climática. A agenda da presidente da CNA nos Estados Unidos inicia na quarta-feira, em Washington D.C., com uma palestra para diplomatas brasileiros sobre a atual conjuntura do agronegócio no País, na sede da Embaixada do Brasil. (Assessoria de Comunicação CNA) 

Projeto quer fortalecer a imagem da pecuária no Brasil

8 de Fevereiro de 2012

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) apresentou no último dia 3 para Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) o projeto Pecuária do Brasil. O diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio, e o presidente da Famasul, Eduardo Ridel, debateram estratégias para melhorar a imagem do setor para a sociedade. A reunião contou ainda com a presença do presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rui Facchini.

“Queremos desmistificar a pecuária como agente de desmatamento e mostrar algumas das muitas contribuições do setor para o desenvolvimento do país”, explica Sampaio. O projeto Pecuária do Brasil está sendo levado a todos os Estados. “No exterior, trabalhamos por muito tempo com o projeto Brazilian Beef, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para divulgar as potencialidades da pecuária brasileira no mundo”, complementa.

No Brasil, a carne é responsável pela receita de US$ 5 bilhões de dólares. De acordo com a assessoria técnica da Famasul, no ranking nacional dos estados exportadores de carne bovina, Mato Grosso do Sul ocupa a 4ª colocação. Os principais países compradores da carne sul-mato-grossense foram Irã, Egito e Rússia.(Fonte: Famasul)

Esclarecimento sobre comunicado da SEFAZ referente a adequação da "Escrituração fiscal digital - EFD"

3 de Fevereiro de 2012

Senhore(a)s Produtore(a)s,

Informamos que, segundo o que foi nos comunicado pela Secretaria da Fazenda – SEFAZ, em reunião realizada no dia 13/01/2012, a partir do dia 01/03/2012, todos os produtores agropecuários do Estado de Goiás que possuem bloco de nota fiscal próprio (que estão inseridos na IN 673) deverão fazer seu processo de escrituração fiscal (livros fiscais) não mais em papel (meio físico), mas através da “Estruturação Fiscal Digital - EFD”.

Para tanto, esses contribuintes/produtores que tem bloco de nota próprio e ainda estão na condição de pessoa física (CPF), para realizar seu processo de EFD, deverão se adequar e se tornar pessoa jurídica (CNPJ), devendo providenciar a adequação pertinente até o prazo de 01/03/2012, uma vez que o sistema da Receita Federal não permite a EFD por meio de pessoa física, mas apenas para pessoa jurídica.

A obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital consta do Convênio ICMS 143 de 15/12/2006 e ajuste SINIEF 02/2009. O Convênio menciona que a partir de janeiro de 2012, ressalvadas as exclusões previstas na I. N. 1.020/2010-GSF, todos os demais contribuintes do ICMS que não se enquadraram na obrigatoriedade em outros períodos (art. 4ºA, II da I. N. 1.020/2010-GSF), deverão se enquadrar a partir de 01/01/2012.
De acordo com o referido Convênio, a obrigatoriedade se iniciou em 01/01/2012 para todos os segmentos econômicos. No entanto, devido à complexidade do setor rural, a SEFAZ deu um prazo para a adequação dos produtores rurais até o dia 01/03/2012.

É importante mencionar que no Estado de Goiás, temos 446 produtores que ainda devem se adequar à nova regra. Os demais, ou já possuem CNPJ e já estão adequados à nova legislação, ou não possuem bloco próprio e emitem nota fiscal por intermédio de Órgão Fazendário (AGENFAS). Neste último caso, a situação permanece a mesma da atual.

A FAEG assim que tomou conhecimento da referida medida, solicitou uma reunião com a SEFAZ. Bem, ouvimos atentamente a explanação da Secretaria. A mesma mencionou que apenas está cumprindo o que determina o Convênio 143, que diz respeito a "ESTRUTURAÇÃO FISCAL DIGITAL" em que todos os empreendedores, sejam industriais, comerciais ou agropecuários, deverão ter sua escrituração fiscal por meio digital, através da EFD.

Como representantes dos produtores, a FAEG indagou que o setor agropecuário é um setor diferente dos demais setores da economia. É complexo e tem aspectos que o diferenciam dos demais segmentos e, para tanto, deveriam ter um tratamento adequado às suas particularidades. Um dos questionamentos levantados foi do aumento dos custos que incorrerão os produtores em ter de passar de pessoa física para pessoa jurídica.

Sugerimos que o segmento rural teria que ter um tempo maior para adequação, até para discutirmos melhor e podermos promover as adequações necessárias para o atendimento da legislação. No entanto, a SEFAZ mencionou que não tem muito que fazer a não ser cumprir o que rege o Convênio, referente à “ESTRUTURAÇÃO FISCAL DIGITAL”. Para tanto, estipularam o período de 01/03/2012 para os produtores rurais que não se adequaram procurarem tomar as providências cabíveis. A SEFAZ, por meio de INSTRUÇÕES NORMATIVAS INTERNAS, já está informando os produtores para se adequarem à EFD.

Quaisquer dúvidas ou esclarecimentos favor entrar em contato com a Gerência de Escrituração Fiscal Digital, pelo telefone 3269-2444 na SEFAZ.